31 de março de 2015

A Uva estar muito, muito doente, dos sonhos.

Acordei assarapantada.
Um sonho terrível, que se agarrou ao meu sono ali nos últimos cartuchos da manhã, já o despertador tinha tocado umas 5 vezes aos meus ouvidos, o sacaninha, e que me alagou o pescoço de água, coisa que não sentia desde o grande sarau no polidesportivo de Odivelas, nos idos de 1979, quando o base me agarrava os tornozelos, com os membros inferiores devidamente afastados, contraindo os músculos nadegueiros para evitar as perigosas oscilações da bacia.
Foi um pesadelo digno dos piores blogues que possam imaginar, ultrapassando mesmo aqueles que aborrecem muito as pessoas. Zzzzz Zzzzzz
Pois a Uva, e vejam só este delírio, andava de ténis conarósa, jasus!, de calções de licra daqueles que têm umas almofadas no rabo - o sonho já sabia que eu havia de me sentar umas 500 vezes durante o percurso e vai daí até foi querido - uma fita na testa que usava a tapar o orelhame, e por isso as pessoas falavam para mim e eu mouca que nem, e um rabo de cavalo, hahahahahahahahahah, um rabo-de-cavalo com três cabelos, que ridículo, sonho, que ridículo.
Bom, os sonhos conseguem ser caprichosos, e este completo anormal foi meter-me a correr, de ténis conárosa, à volta do meu prédio, onde assim de repente há umas 4 esplanadas cheias de marmanjos que fumam cigarros daqueles com pouquíssimo tabaco (que faz tão mal) e bebem bebidas muito alcoólicas nos intervalos das aulas.
Pois lá andava eu, feita maluquinha, a correr à roda de uma torre com 390 andares, tudo à janela a bater palmas,  e vai Uva e vai Uva, até que o sonho resolveu colocar uns obstáculos nos passeios, coisa inteligente da parte dele, sim senhora, e repentinamente - que isto nos sonhos é assim tudo muito repentino -  o que era um passeio com cocós normalíssimos, que todos estamos habituados a levar para casa agarrados aos stilettos, encheu-se de terra batida, cheia de pó e grandes calhaus, que eu tentava driblar feita anormal, a entortar os pés todos, ora para a direita ora para esquerda, a ver se não me esbardalhava ali ao comprido.
Daí a pouco, já eu corria há um ror de tempo, há anos julgo eu, e suava, suava, suava, apareceu o meu marido lá ao longe a acenar, todo nu, hã, todo nu, credo, com uma fita na cabeça igual à minha, todo contente.
E eu gritava para ele, aflitíssima, ´vai-te vestir rapaz, olha a tua figura, pah, estamos na NOSSA rua!', e ele sem ouvir nada, com aquela bodega enfiada pela cabeça abaixo, ria-se muito, ria-se imenso, e continuava a correr à volta do prédio como se fosse a coisa mais natural desta vida.
Ele e o seu pardal.

Nunca na vida ansiei tanto por acordar e vir esconder-me aqui no meu buraco.
Quando descemos no elevador e saímos para a rua, dois 'marmanjos' que estavam sentados no pial do prédio, fumando coisas muito perfumadas, é da primavera, calculo, levantaram-se repentinamente e estenderam ao Sr. nudista-corredor um voucher para participar na corrida da Páscoa da escola secundária.

Ó valha-me a Santa Teresa dos despidos!
Esse coisa de andarmos todos nos sonhos uns dos outros é treta não é?
Digam-me JÁ que é treta.
Isso ou chamo já o homem da imobiliária.

Todo nu, mas com uma faca na algibeira, que isto no subúrbio nunca se sabe!
(Esta imagem fui buscá-la ao meu sonho, ok? depois digitalizei-a para o meu PC.)


14 comentários:

  1. ahahahahahhahahahhahahaha
    ahahahahhahahahahhahahah

    Bom dia, Uva!

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    1. Ai achas graça???? Pois eu ainda estou a suar!

      ;)))))

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  2. pelo menos tinhas a depilação assim aprumadinha? ah, não eras tu que ias nua... :)

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    1. Zé da Horta????
      Isto é uma digitalização duma imagem que retirei do meu sonho, Maria.

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  4. ah ah ah, aquele é o teu marido?

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    1. É o meu 'sonho de marido´
      Na realidade o meu marido é muito pior.
      Hahahahahahahaha

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    2. O teu marido não lê o blog, pois não??! O meu punha-me a dormir no sótão se eu dissesse isso!! :D
      (não punha nada mas gostamos de nos ameaçar um ao outro com o sótão!! e aos putos... )

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    3. Claro que lê!
      Nós não temos sótão. Fico muito mais descansada.

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  5. Uva, fosse eu psicanalista e era capaz de fazer deste sonho uma tese brilhante sobre fitas na cabeça em atletas pelados e pouco sensíveis a gritos de esposas suadas e agoniadas de tanto andar à roda, à roda, à roda!!!
    Hoje tive um final de dia um pouco angustiante, mas este sonho é um bálsamo. Olha a patente! Pensa nisso!

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    1. E a foto? Ninguém diz nada da foto????

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    2. "atão" , a foto é a "piéce de resistance". estava implícito, mas pronto, eu sou do tempo em que tudo é melhor, quando bem explicadinho. :)))

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  6. Bom.... queres que fale da foto, queres?? Então ele que se vire de frente que eu depois comento hihihihih

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