28 de outubro de 2015

Não acreditam em mim?


Então vejam bem a solução encontrada para um deputado paraplégico, Jorge Falcato do Bloco de Esquerda, para entrar e sair do parlamento.
Aquilo é para se lhe faltarem as forças nos braços, o homem voar até ao Marquês?
Mas está tudo doido?
A casa das Leis que criou uma ASAE absolutamente indignada com cafés sem WC para deficientes, que devora multas como uma debulhadora ensandecida para os prevaricadores, vai-se a ver e é a mesma que arranja um solução que é uma verdadeira BOSTA, a que chamam rampa provisória (hiper perigosa) para um deputado com problemas de locomoção?
Sem palavras para esta vergonha. É o desrespeito total pelo cidadão. É o falhanço do Estado Providência.
É muito triste ser-se doente e inválido neste país de merda!

28 comentários:

  1. Quem terá sido o engenheiro? Cá para mim foi o sócrates numa de chalaça

    Brincadeiras à parte - É, sem dúvida, a ser verdade, uma solução que se não desse para chorar eu riria.

    PS:Mas aquilo por lá não tem elevador?

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    1. Não faço ideia, mas pela aparência da coisa deve ter sido o homem que lava as janelas, que retirou as sanefas dos cortinados, as virou ao contrário, e as colocou ali para dar o jeitinho ao homem.
      Eu sei lá o que aquilo ali tem. Por mim tem um punhado de gente muito mal formada.

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  2. Ai, não acredito...
    Como é que é possível?!?!

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    1. Os que mandam não são paraplégicos e por isso borrifam no assunto. Afinal não é nada com eles.

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  3. Pá, será possivel fazer uma denuncia `ASAE que os OBRIGUE a ir fiscalizar o parlamento? Era capaz de ser giro...

    LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL

    :)

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    1. Era giro mas não acontece. São superiores tájaber?

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  4. Isto é uma vergonha. Mesmo que se trate de uma situação provisória, não é assim que se faz.
    Já se sabia, desde 5 de Outubro, que este senhor iria ser deputado e, como tal, com necessidade de acesso especial para deficientes. Passaram três semanas e a solução encontrada deve ser classificada como?
    Não houve tempo para mais e melhor? Para uma coisa digna que pudesse servir o agora deputado e qualquer outra pessoa nas mesmas condições que por ali tivesse que passar.
    A propósito, não deveria o espaço estar há muito tempo preparado com uma rampa específica? Ou nunca se admitiu a possibilidade de virmos a ter um deputado paraplégico?
    Não quero, nem por um instante, pensar em cores políticas ...

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    1. Não tem nada a ver com cores políticas. Tem a ver com a gestão do próprio Parlamento.
      É incrível que um sitio daqueles não tenha já previsto há séculos uma situação deste tipo.
      Quando me deparei com esta alarvidade nem quis acreditar.
      É mau demais...

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    2. É uma vergonha. Os edifícios públicos são os que mais têm problemas de falta de acessibilidades. Mesmo que este seja o primeiro deputado que alguma vez existiu com problemas de mobilidade, já deviam ter preparado o edifício para essa eventualidade.
      Exigem imenso dos privados (de alguns claro, nem todos) e depois dão este belo exemplo.

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    3. O Observador diz que se sabia desde 5 de Outubro. Não percebo.

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    4. As eleições não decorreram a 4 de Outubro?
      A eleição de Jorge Falcato já era conhecida dia 5.

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    5. Sim, por isso não entendo. Já sabiam há tanto tempo e não fizeram nada.

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    6. À boa maneira lusitana. O que se há-de fazer?

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  5. É só para acrescentar que a Assembleia da República não cumpre a legislação que aprovou há 18 anos e que tornava obrigatória a colocação de uma rampa adaptada.

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    1. Exato. Foi referido na notícia que linkei.

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  6. o Parlamento é lindo, como obra de arte; as salas, as pinturas (obras de arte), tem salões enormes, bar, comes e bebes, escritórios para os gabinetes de apoio de cada partido com assento na Assembleia, mas é assim; para o Jorge Falcato não houve tempo, dizem eles, para melhorar a "coisa"...

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    1. Uma cois metia-lhe eu cabeça abaixo.
      Então mas isto tem algum jeito? Um deputado não conseguir movimentar-se no seu local de trabalho porque existem barreiras arquitectónicas na casa do Governo? É para verem ao nível a que não chegámos. Escandaleira e da grossa.

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  7. Não tenho vergonha do meu país mas as pessoas que o governam deviam ter muita vergonha de si próprias. Inclusão ao mais alto nível, tão alto que é impossível trepar.

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    1. Eu tenho Be, tenho vergonha porque o país é o espelho de quem nele manda e de quem nele VOTA!
      Há comidinha vergetariana na cantina para o senhor do PAN, agora rampas para deficientes não há?

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  8. O único edifício em Lisboa que levou reforço estrutural para resistir a sismos (tive uma palestra dada pela empresa que fez a obra) e nem sequer tem acesso para deficientes...
    E assim vai o mundo. Bravo!
    *palmas, muitas palmas*

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    1. O nosso mundo Inês, o nosso mundo. Que afinal é muito deficiente.

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  9. Humilhante, é só o que tenho a dizer. Parecem duas portas arrancadas a um armário de um qualquer balneário manhoso...Só mostra a "fibra " de que é feito aquele parlamento, com letra minúscula, que pouco ou nenhum respeito me merecem os seus "locatários". è mesmo para ficar indignada.
    Boa tarde, Uva.

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    1. Olá Mia,
      Sinto que estamos a regredir a cada dia.
      Voltaremos ao tempo em que só quem tem dinheiro é que sobrevive...

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  10. Opa, tem de existir outra alternativa. Isto é mau de mais.
    E depois ainda me dizes p eu n me agastar. Lá é possivel face a estas coisas??!!

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  11. E por falar em leis...
    33% das leis são promulgadas e aplicadas
    33% das leis são promulgadas e aplicadas por quem as quiser aplicar
    33% das leis, aguardam legislação para as regulamentar

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  12. No mínimo é uma situação ridícula na casa que dita as leis. Só mesmo neste país...

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