22 de dezembro de 2015

As 40 palavras que nunca te direi

As últimas notícias do mundo deixam-me perplexa.
Eu tento, que tento, uma postura aceira, que me permita penetrar e entender as causas dos acontecimentos, mas talvez a minha capacidade intelectual, senescente, se tenha escapulido pela tonsura e se encontre numa fase de asnidade.
Os meus pensamentos não são, agora, mais do que voejo undívago, sem praia onde morrer.
Por exemplo hoje, enquanto subia pela enésima vez a Calçada do Carriche, e tentava fazer ligações lógicas à notícia de abertura, senti-me bruscamente espaventada.
Como é que é possível existir (ainda) uma maioria de votantes, absolutamente ecmnésicos, predisposto a votar num governo de direita, caso a isso fossem chamados? Agora que mais um Banco se vestiu de descalabro, onde mais uma vez a supervisão se mostrou um gigante dessiso, que através da sua pungente, gritante e vergonhosa falta de carácter e brio profissional, age mesmamente sobre os temas que no passado e outra vez no presente, nos fizeram regredir anos sem fim como nação, qual sicário ubertoso, ardil, e necator, que usa a sua taifa altamente especializada, curvada, submissa e socancra, que joga areia para todos os olhos que ainda não dormem.
Filhos da Puta! Que estas palavras todos conhecem.
Julgam-se urbígenas de pelegrine, grandes otimates também da misericórdia divina, julgando-nos a todos nós pengós, meros pingadeiros da sua despesa contínua, ultrajante e desumana, enquanto de lá, do acento etéreo onde sentam a ossatura, acendem pegadilhas para disfarçar a grande merda, rechaçando culpas em cartórios das sua sociedades.
Sanguinos!
Deviam ser todos fechados numa estacada, submetidos a uma eclampse química, levados numa igarité (que eles são muitos) para uma qualquer ínsua, onde lentamente os submetessem ao mesmo género de sofrimento que causam ao país, pobre país, exaurido desde rumorejo infinito, vulgar apanágio dos vermes.
Atoarda uma ova! Que onde há fumaça à incêndio.
Somos constantemente adentados por estes coreutas, que agem nos colédocos do submundo da alta finança, ahh que bonito paradoxo, que ignoram a cércea do povo, submetendo-nos não só à carga, mas também a corifeus que se dizem guapos, mas não passam de vegetais ondulando no nabal.
Filhos da Puta! Que estas palavras todos conhecem.
Neste texto, cuja obvenção é vagal, mas de pasigrafia geral, deixo escrita a minha perplexidade e a minha dor, e choro também pela língua portuguesa, queimada pelo fogo, tal como um povo, que eu tão bem conheço.
Filhos da Puta!


Mote: Aqui!

8 comentários:

  1. Adoro o texto e fico feliz por saber o significado de muitas destas palavras sem ter de recorrer ao dicionário, as outras vou estudá-las. Gosto mesmo disto.

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  2. Disse mais de 40 vezes
    "Filhos da Puta"
    e acho
    que não paro

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    1. É preciso chamar os bois pelos nomes. É ou não?

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  3. Espera, vou só ali buscar o dicionário e já volto (mas conheço algumas, ok!!l)

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  4. Conheço umas. Outras não... é mau sinal, não é?

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    1. O facto de não conhecermos todas as palavras quer dizer que a língua ainda nos surpreende. Isto só pode ser um bom sinal.

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