4 de agosto de 2014

For my best friends ever!



A amizade é a maior alegria da vida.
É um amor à primeira vista, é beber a água fresca, é um edredon cheio de penas, é umas calças de ganga apertadas, é uma farta cabeleira, é uma praia deserta, é um bar de petiscos, é uma música brutal, é dançar com os braços no ar, é agarrar uma filha e apertar, é um beijo num língua molhada, é a primeira penetração, é a família reunida, é uma morcela assada, é um sapato apertadinho, é um perfume Light Blue, é uma saia travada, umas pernas bronzeadas, umas unhas bem pintadas, um anel de prata grosso, é um loiro divinal, uns olhos rasos de água, é uma família gigante, uns caracóis na Maria, um cigarro roubado, uma moca brutal, um abraço geral, saltos para a água, é como chegar a casa, é um vinho Lambrusco, é uma sapateira recheada, uma selfie estragada, um encontro furtivo, o resgatar de um amigo, é dançar o Gangnam Style, é cantar para uma garrafa, rir de uma anedota, é escrever uma piada, é fazer os outros rir, é chorar com um livro, ver fotografias antigas, abrir um presente pequeno, andar descalça no chão quente, é ler o jornal de manhã, é dizer mal da televisão, é ser pelo povo, invejar coisa nenhuma, é dizer a coisa certa, é cantar um lindo fado, é chorar pelo Alentejo malfadado, é comer a côdea do pão, é traçalhar uma fatia de queijo, é ouvir os velhos contar, olhar para a roupa dos outros e zombar, é apontar com o dedo, é beber até cair, é Lisboa de manhã, é comer sardinhas assadas, é lamber os dedos de sal, é tomar um duche quente, é fazer uma trança fininha, é usar uma roupa nova, é chegar a uma conclusão, é encontrar um novo emprego, é trabalhar até mais não, é cantar de cor uma canção, é amar o verão, é ter muito tostão, é vestir um 36, é cheirar a bife na escada, é receber uma nota dobrada,  é uma alface bem lavada, é um ovo sem casca na canja, uma azeitona pisada, uma noite bem dormida, é um belo drama francês, um cabelo grisalho, um gato amarelo mimalho, é ver a novela da noite, é falar inglês fluente, é um copo de aguardente, é descobrir um segredo, oferecer um brinquedo, mexer no cabelo e espremer um ponto negro, receber uma visita, entornar um copo cheio, é fazer asneiras o dia inteiro, é falar muito alto, é gritar aos sete ventos, é uma festa com os amigos, é um novo fedelho para estragar, é um novo amor aparecer, é acreditar sempre, que por mais que a vida nos tente, seremos sempre felizes!

A amizade é isto.
E é isto que tenho para vos dar.
Parabéns! Sejam muito felizes.

BES - O que fica do que passa: visão marido designer.

- E agora, vai nascer uma nova agência de publicidade, de um dia para outro, como nasceu o Novo Banco, de um dia para o outro, para encherem o cu a mais uns quantos, que se vão ocupar da nova imagem do banco. E há de ser uma bela maquia, fazer o site, os luminosos, a decoração das agências...
- Olha, não tinha pensado nisso.
- Pois claro que não. Tu não tens visão de mercado.

Banco Bom - Banco Mau

O BES foi declardo um Porco.
Fez-se a matança, abriu-se o animal.
A febra para um lado, as tripas para o outro.

Vamos lá ver o que têm a dizer, aqueles que ficaram na merda.

Diz-me lá o que foi que te faltou? Ó minha grande besta?

Do que mais precisavas tu, que não tivesses já?
Era mesmo necessário acabares com tudo, com a tua família, com o Banco, com os acionistas do Banco, com as quintas do Alentejo, com os negócios da Comporta, com as contas em oásis cheios de odaliscas nuas, que podias comer se te apetecesse, uma a uma, ou mesmo todas de uma vez, desde que para isso não te faltasse o vigor? Qu obscura necessidade tiveste tu, em querer mais, e mais? Acabaste com a tua imagem de Lorde inglês, a quem todos faziam a vénia e o salamaleque. Deixaste impando de medo todas as famílias a quem comeste a carne e agora lhes gelam os ossos, e tiritam na incerteza do futuro que conseguiste desmembrar, proficuamente, para arrebanhares mais qualquer coisa para ti.
Um homem como tu, que comeu os melhores mariscos nos melhores restaurantes, que bebeu os melhores vinhos das melhores pipas, todos os dias da sua vida, um homem que conheceu como ninguém os quatro cantos ao mundo, nos mais velozes dos jactos, nos mais luxuosos iates, um homem para quem cantou uma Amália embevecida, ofuscada, enganada. A nossa Amália.
Um homem que vestiu os melhores fatos, dos melhores costureiros, que estudou nas melhores escolas, com os melhores professores, que debutou nos melhores bordéis da Santa Alta Classe, que se pavoneou nas melhores festas diplomáticas, políticas, artísticas, com o melhor champanhe francês, e que saiu para trabalhar olhando as horas no melhor relógio que algum país soube produzir, em troca de códigos alfa numéricos secretos com cinquenta e muitos dígitos, resultado de muitas horas de trabalho sujo, da caneta de ouro.
Nunca te faltou nada. 
Dormiste na melhor cama, da melhor casa, da melhor Vila, da melhor cidade, de um país com homens e mulheres que caíam a teus pés, como mordomos canídeos, lambendo o suor do teu dia infame, esfocinhando o calor do teu sovaco que suou vilanagem, esquemas, aldrabices, aramices.
Conheceste o melhor da vida, tiveste aquilo que nunca ninguém teve, e não te chegou.
Diz-me lá agora, tu que foste de todos, o maior epicurista, o que foi que te faltou, no meio do tanto que tiveste?
És um miserável capaz de matar um país inteiro, se com isso pudesses ter só mais um pouco daquilo que tiveste sempre.

Na história do Portugal-Mau, tu, que de todos foste um dos piores, hás de permanecer por muitos anos, como O Ganancioso.

Portugal não é só teu.
Agora vai-te.
Infame.

3 de agosto de 2014

Um baile, de qualquer forma.

Estive a ler o artigo da troika constituída por Pedro Santos Guerreiro, João Vieira Pereira e Filipe Santos Costa, no Expresso de ontem.
O texto é bordejado por duas tiras, uma de PSG a exprimir-se pessoalmente sobre o caso do BES, e do outro lado Ricardo Costa, como se recebesse por este dias um fee em\de Moedas, fala sobre um osasis criado por este último nos meandros que ocupou lá para os alentejos de Beja, desculpando-o de todos os crimes, nomeadamente um que é um grande furúnculo: a sua ligação à Goldman Sachs, que o homem é moedas mas não são de ouro.
Vamos então pensar que este homem Moedas, não se vai encontrar com os amigos que atiraram a Europa para escanteio e que ainda deambulam por Bruxelas, não? Sois lindos.
Vamos então ao bailinho.
O BES, essa inércia merdalenta que nos caíu agora do céu, como nos cai subitamente um dejeto de pombo na ventas, prepara-se para o bail-in, ou para o bail-out, que de qualquer das formas vai obrigar o senhor dos Passos a usar o dinheiro da Troika, para mais um bailinho que seremos nós a pagar, sem sequer sermos responsaveis pela contratação destas bandas incompetentes, chamadas BdP, e CMVM, que 'vão fazer com que o BES chumbe os testes de stress' (para desta forma contornar as novas regras da Troika) da mesmíssima maneira que fizeram para que o mesmo BES moribundo passasse nos testes.
Estou farta desta dança, deste baile.
Este meu país não é para velhos, nem para novos, e nem para ninguém.
Foi tomado de assalto por um punhado de desgraçados que venderam a alma ao diabo e ardem no inferno da riqueza, do bem bom, das putas e do vinho verde.

1 de agosto de 2014

Atividades de Fim de Semana by Uva Passa - Lagoa de Albufeira

A menos de 50 km de Lisboa, sem correrias, bom estacionamento, envolvida pela natureza, a Lagoa de Albufeira (Sesimbra) é por estes dias um dos meus locais de eleição, não só porque tenho uma criança pequena e as águas calmas da Lagoa permitem-me um descanso que não consigo ter no mar, mas também porque posso, se quiser, dar uns mergulhos nas ondas, logo ali ao lado, estar em segurança no mar e no extenso areal, já que toda a área é concessionada e de bandeira azul.
A Lagoa de Albufeira, que renasceu após um longo período de ausência das autoridades camarárias, está fortemente melhorada, quer ao nível dos acessos à localidade e à praia, quer ao nível da oferta turística que prima tanto pela frescura dos mariscos e pescados, como pelos restaurantes impregnados da alma lagoeira, donos de uma vista soberba sobre toda a zona lagunar e muito apetecíveis ao nível dos custos.
Podem encontrar diversas atividades náuticas para toda a família, nenhuma delas motorizada, o que permite desfrutar da natureza e do silêncio matinal, que só é possível em locais com pouca frequência humana. 
Os passeio de SUP são geridos pela única escola de Windsurf da zona, a Escola Rui Meira, que tem atividades tão variadas como o windsuf (adultos e crianças); o Kite Surf, a canoagem, e para os mais tradicionais, as velhinhas gaivotas, com ou sem escorrega.  
Caracterizada pelo seu imenso pinhal, a Lagoa é um dos locais mais prazeirosos para a pratica de piqueniques, pequenas festas noturnas de amigos, passeios de bicicleta ou caminhadas, e na zona da estacada podem encontrar belas pistas de moto-quatro ou enduro, que ficam longe da zona habitada e por isso pouco ou nada afetam a população residente.
Para os amantes de aves, é o local escolhido por várias entidades que se dedicam a estes animais, por ser possível ver espécies raras e de grande beleza natural.
Vale a pena.
Passem por lá. 

SUP no Pôr do Sol.

 Ioga em cima da prancha de SUP, logo pela manhã, é qualquer coisa de divinal.
Ainda para mais se for praticada mesmo no meio da Lagoa, onde não se ouve absolutamente nada, senão o som da natureza.
  • À noitinha, aconselho muito uma fogueira na praia.
    Há sempre alguém que tem um garrafão.

    Divirtam-se!

Dos comentários em blogues

Escrevo num blog.
Consumo comentários.
Tenho lido muita coisa, estive sempre atenta, há anos que o faço, aos comentários do Expresso, aos comentários dos blogs que acompanho há mais tempo, do Seixas da Costa,  do Aventar, do Jugular, do Blasfésmias, do Público, entre outros, por cujos títulos me detenho, por cujos temas me encanito, as opiniões dos outros, malévolas, cínicas, despesistas, alheias, sombraceiras, de merda.
São e sempre foram de grande interesse para mim, as ideias dos outros sobre temas comuns, as ideias diferentes sobre opiniões comuns, adoro o Alta Definição, adorava as entrevistas do Herman, da Anabela Mota Ribeiro, gosto de ouvir falar quem sabe efetivamente ouvir e responder, com respeito, de quem sabe realmente discorrer sobre um tema sem o distorcer a seu bel prazer, interpretar uma imagem, um texto, uma frase, e com isso ensinar e ajudar os outros a pensar de outro jeito.
Há na bloga uma brincadeira chamada  "comentário elevado a post."
Hoje, enquanto alguém se esforçava por dissecar, depois de elevar a post um comentário totalmente cortante e inusitado no seu blog, eu detinha-me em outro comentário, que apesar de não ter nada a ver com o blog que referi, acaba por lhe responder na perfeição.
Diz assim:
"Este conflito [Gaza] é-me indiferente. Não ligo nem me choca. Nem sequer vejo. Acho uma seca que ocupe jornais, televisões, murais e blogues. Há gente a morrer noutros lugares, em barda. O ébola já me começa a entediar. Pouco haverá a fazer senão informar e rezar. Há gente a morrer noutros lugares sem qualquer "tempo de antena".

Aos dois comentários tenho a dizer o seguinte:

A indiferença é também o que nos permite sobreviver.

 Discordo, porquanto houver várias formas de expressão.

Eu também vi..

E pensei que fosse mentira.
"Hoje vi as primeiras imagens verdadeiramente chocantes do conflito Gaza-Israel. Talvez não fossem as primeiras imagens chocantes, mas foram certamente as que mais me chocaram. Não continham sangue nem ruído, nem feridos nem mortos. Ninguém precisou de avisar que "as imagens seguintes podem ferir as suscetibilidade de algumas pessoas", como costumam dizer os pivots para garantir que as pessoas olham mesmo e não mudam de canal. Não. Nem crianças, nem feridos, nem hospitais. Nada disso. Isso são banalidades deste conflito e de tantos outros, que nos entram pela casa adentro e que não merecem mais do que um breve olhar. Por vezes, até se desvia, ou muda-se o canal, porque as pessoas cansam-se de tanta guerra e de tanta imagem chocante. Tanta, tanta, e tão longe, que nem se percebe bem se se está a ver o noticiário das 8 ou o canal Hollywood. Não faz muita diferença, bem vistas as coisas. Eu quero lá saber que se matem uns aos outros, coitados, países atrasados, culpa sabe-se lá de quem, este mundo está perdido, que tristeza.
Não. As  imagens (ler mais)...

in: http://jugular.blogs.sapo.pt

Dicas para homens que não sabem o que fazer com as mulheres.

Nunca, mas mesmo por nunca, escolham fazer o que vos é aconselhado na última coluna desta triste tabela.
Elas sairão convosco uma única vez, e vão dizer às amigas que sairam com um conas qualquer, talvez maricas, ou cotonete*, sem sex appeal nenhum.
A Uva ensina, sucintamente, como devem usar a tabelinha:
Less is more, às vezes more is less, e às vezes more is more e less is less.
A maior parte das vezes, nevermind, e aparentemente se funciona é porque something´s wrong, por isso, um conselho a quem faz estas estúpidas tabelas:
Quit.
You're Welcome.


* que dá para os dois lados.

Portugal exportou Moedas para a Europa!




Portugal aposta forte na exportação de trafulhas.
Desta vez exportou Moedas. 
Esperemos que o troco seja em notas...