14 de julho de 2014

É impressão minha...

 
Ó falta mesmo um dentinho ali ao Jorge Coelho? 
 
 
Ó homem, você veja lá isso...

Já chegámos à Madeira ó quê?

Acabadinha de resolver mais um berbicacho numa rua ali para os lados do jardim do Príncipe Real, chego ao quiosque da esquina, depois de ter andado dez minutos sempre a subir, e peço uma Pedras fresquinha antes de me enfiar dentro de um táxi.
Hello! Can I help you?
Raispartam se não pinto o cabelo de outra cor!
Olá, pode por favor dar-me uma Pedras fresquinha?
Com certeza, menina.
Garrafa verde em cima do balcão, copo de vidro grosso ao lado.
O copo estava como eu, a ferver.
Desculpe, mas o copo está quente, não me pode trocar por outro?
Não, não tenho outro. Beba pela garrafa.
Desculpe? O que disse?
Disse um euro e cinquenta cêntimos.

Um euro e cinquenta cêntimos por uma Pedras em Lisboa?
Um euro e cinquenta cêntimos por uma Pedras em Lisboa, num copo quente?
Um euro e cinquenta cêntimos por uma Pedras em Lisboa, num copo quente e com um atendimento à zé dos bois?

Cabra!
Não fosse ter tido há uns dias uma má experiência com bófias, e dizia-te onde havias de enfiar as pedras.
Uma a uma....

Alguém reparou que para além da visita dos alemães, fui visitada por outras 20 000 pessoas?

Pois.
Logo vi que ninguém repara nestas coisas.
Então cantemos, Uva, em uníssono, tu e eu, ambas as duas, numa redundância a roçar o pleonasmo, os parabéns a você!


 
Estou RICA, RICA, RICA, RICA, RICA, RICA, RICA, RICA, RICA ....
 
A todos os que se sentam ali, na caixinha dos amigos da Uva Passa:
No dia em que os publicitários virem esta maravilha de contador de visitas, e começar finalmente a pingar dinheiro na minha conta, está prometido um jantar de caracóis, feitos aqui por esta profissional, a todos!!!
Viva!
Viva! 
Viva!
 

Posso só dar uma opinião muito pesssoal?

O Rui Reininho está a cair da tripeça.
Perdeu a tineta.

Eram mais que as mães!!!!

Credo, cruzes, canhoto!
Não sei quem é que andou por aí a espalhar que a Uva Passa(da) dava por estes dias guarida a umas alemãs com pernas até ao rabo, que no fim de semana, lá na casa dos pinheiros, apareceram à volta de quarenta ladrões (e as respetivas odaliscas)   para verificar se a Uva se estava a aguentar com tanto comprimento.
Primeiro que tudo, a casa dos pinheiros, é preciso que se faça aqui notar, não é a casa da Joana, muita embora esta última lá esteja sempre caída, especialmente na zona do frigorífico (cheio de minis).
Em segundo lugar, a casa dos pinheiros, recusa-se a ser apelidada de casa dos caracóis.
Mas onde é que eu estava com a cabeça, credo, quando à pergunta que se impõe, sempre que se nos colam visitas à casa, respondo com um 'tragam caracóis'?
E depois, com oito quilos de caracóis nos queixos, oito kilos de caracóis para lavar, oito kilos de caracóis para cozer, oitenta bocas para alimentar mais as alemoas das pernas, os filhos das alemoas das pernas, os maridos das alemoas, que coitados, bem se tentam explicar lá na língua do demo, e não há ninguém que os ature entenda, os quarenta ladrões que se babam mais que caracoletas assadas, cruzes, que esta Uva tem de os chamar à razão mil vezes, e dizer que aquilo das pernas é como o louro, põe-se tudo para o lado, e era tudo uma grande festa, e ainda não se sabia o final do jogo, e foi tudo dar banho à minhoca lá para a beira da Lagoa, que aquilo estava para ali um calor que só visto, quando...
.. se dá o acontecimento, que a minha vida é feita disto, de acontecimentos. 
A casa dos pinheiros revoltou-se, disse-me com uma grande lata, que aquilo não era a casa da Joana, aquela das minis, e resolveu fazer greve à água.
Mas tu estás maluca, ó casa dos pinheiros, e agora, como é que esta gente se lava, como é que a loiça se lava, como é que EU me lavo?
A água da praia deixou-me o cabelo num ouriço, e as pernas num bacalhau, e vem esta gente toda pintada, trajada, pestanas ao alto, saltos de elevado gabarito, e eu, com um remoinho na franja, o bikini teso debaixo do vestido e o sovaco mal cheiroso.
Mas tu sabes quantos anos tem a bomba da água, isso mesmo, aquela coisa mai linda que trás a água do poço? São para cima de muitos, quase como os que se babam, e já o teu avô dizia que aquela merda qualquer dia dava o berro, se continuasse a casa dos pinheiros, a ser assim atingida por ondas da Nazaré alemoas e carradas de ladrões babados que vieram só ver a bola...
Mas não sobrou um único caracol, que o pai da Uva não é canhoto, e deu conta da bomba, mais o primo Pardal, que tem tudo, menos cabeça de passarinho, e lá se trouxe a água ao moinho e lá se despejaram as sanitas, e lá se lavaram as pardalitas e lá ganharam o campeonato. Irra!
 
 

11 de julho de 2014

Dizem que aqui neste blog, só se escrevem coisas malucas!

Deu-se aqui um acontecimento.
Fui interpelada.
Sabem aquilo que os Rule of Law fazem à malta que é calinas para pagar? Pois.
Venho acusada de só escrever coisas malucas aqui no meu blog.
Ora bem.
A dona aqui do lagar, pisa muita uva, e como é natural, a pisa emana, e emana o quê? os fumos gases alcoólicos, e toda a gente sabe que o álcool deixa as pessoas um pouco doidas das ideias, e óspois, quando essas pessoas, que por acaso até sou eu, vão para escrever, os dedos ficam todos retorcidos, e só debitam coisas assim mais pró-doidas, e pró-germânicas, e pró-tatuagens e pró-aborto e essas coisas mesmo malucas, eu diria mesmo, levadas da branca breca.
E eu fico muito aflita com isto. Com esta interpelação.
É que eu sou pessoa séria.
Tenho inclusive uma licenciatura.
Pois então e posto isto, venho aqui só para vos dizer que tudo o que aqui se escreve é a mais pura das verdades, verdades tão puras que chegam a ser iguais aquelas que se encontram nos programas eleitorais, ou nas frutinhas que se consomem pelo nariz ou em bananinhas do LIDL, e não há que enganar, que eu bem as vejo a bater (a maior parte no ceguinho).
Não queria nada que o meu blog fosse conotado com drogas e gente alucinada, e malta das cirroses e das hepatites do fígado.
Eu só faço isto para vos divertir, que eu sofro imenso com esta vida que levo.
Espero que não me levem a mal.
Já diziam os índios da meia praia (ou seria de meia laranja?) aos malucos tudo se perdoa.
Venham daí esses ossos.
Esta Uva agradece.
Mironinho da minha alma, tu põe os olhos nisto, tu que sabes, tu que és sempre a primeiras, achas que há alguma salvação para esta Uva Passa?
É que se não, vou já ali à casa de banho tasca do gin, afogar umas mágoas cá por coisas da minha vida.
E depois nunca mais ninguém me vê!

Estão a ver os sapatos ortopédicos de que vos falava no post anterior.
São estes.

10 de julho de 2014

Venho aqui só dar-vos uma grande novidade!

Os alemães vão abalar!
Dizem que faz muito calor, que se sentem apertados e que a casa está uma desgraça.
E vão para donde, estas alminhas?
Para a minha outra casa.
Pode ser que algum pinheiro, desses que tenho lá no quintal, lhes acerte com uma pinha.
Isso é que era de valor.
É que os quartos dos hospitais até tem ar condicionado e tudo.

Porra!


Fui contactada para dar formação, nisto dos blogs!!

Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "Há sempre um... atrasado..... mental.":

First off I would like to say awesome blog! I had a quick question in which I'd like to ask if you don't mind. I was curious to  find out how you center yourself and clear your head prior to writing.
I have had a hard time clearing my thoughts in getting my ideas out. I truly do take pleasure in writing but it just seems like the first 10 to 15 minutes are usually wasted just
 rying to figure out how to begin. Any ideas or tips?
Thanks!

 
Olá Anónimo bem vindo ao meu delírio.
O meu nome é Uva Passa, mas não sou assim tão velha.
Muito agradecida, feliz mesmo, por me ter contactado para lhe dar aulas de iniciação-ao-pensamento-seguido-de-escrita-propriamente-dita, nisto dos blogs. Sou efetivamente uma uva muito sapiente e experiente, e creio que veio ter ao blog certo.
Aliás, não encontra outro tão bom como o meu, já que a grande maioria é só fotografias de sapatos ortopédicos, pelo menos para mim são, e sem interesse nenhum a menos que se queira partir uma perna, ou as duas.
Espero, no entanto, que saiba ler português, que eu com as línguas (a minha é bifurcada) só sei fazer coisas pornográficas, o que para o caso não interessa nada, que aqui o importante é saber dar aos dedos. E neste campo não me alongo...
Bom.
Respondo agora à sua pergunta: como é que eu me foco e limpo a cabeça para começar a escrever.
Ora bem.
Assim de repente o melhor que aqui tenho para lhe dar, é o seguinte:
Gin-compacto ultra forte 90º.
Aqui em baixo há uma casa de gin onde vou todas as manhãs. Truz! Dois copos de seguida e fico logo cheia de criatividade. É experimentar. Há lots of variety to pick e se não gostar de nada, pode sempre comprar uma ervinha à comunidade biológica que vive ali no Rossio. Vai ver como fica a pairar nas nuvens, cheio de ideias criativas e histórias malucas para contar.
Lisboa tem muita luz. Peça aos biológicos para ver a luz, e vai ver que lhe resolvem o problema, nem que seja com LSD em gotas.
Era o que eu faria se tivesse na mesma situação. Como não estou, também não lhe sei dizer se a moca lhe dá para a prosa ou para a poesia. O gin, que disso eu sei, dá-me para o humor inglês, que vai muito bem com a minha cabeça loira e a carne picada, que às vezes é o meu cérebro.
E prontoS.
Muito obrigada por ter vindo.
Desculpe interromper assim abruptamente esta consulta, mas já me vai passando o efeito....
Se não ficar aí dez ou quinze minutos a pensar, como fica para escrever, faço-lhe um desconto, caso contrário terei de o mandar para um colega meu, que atende no setor público.
Ele é capaz de lhe receitar vinho, acho que o protocolo para o seu caso refere lambrusco, mas você não se deixe enganar. 
Aquilo não bate nada.
E olhe que eu sei bem do que falo....
 
 

 
Zoing.... Zoing.... Zoing....Zoing...
Bom. Vou mas é comer qualquer coisa que o gin já me está a cair na fraqueza.

9 de julho de 2014

Já se calavam com a porra das tatuagens, não?

Calhou-me em sorte conhecer uma carradona de tatuados, tatoo lovers e, pasme-se,  tenho até dois amigos tatuadores profissionais.
É a vida. Podia ser bem pior. Mas é assim.
Vai daí, que tendo eu, grande gosto por design, por desenhos, tatuagens e coisas que se cravam na pele, sejam elas feitas a tinta ou que transformam as orelhas das pessoas em poleiros para animais voadores, acabo  por ficar agastada com a infinidade de parvoíces que me atulham o feed.
É esta moda que se instalou nas pessoas que se acham diferentes, nomeadamente as que se acham diferentes por terem tatuagens, (que diga-se de passagem, já existem desde o cagar de cócoras), que me faz comichão. 
Passam a santa vidinha a mandar mensagens apelando ao fim do preconceito para com as pessoas tatuadas, especialmente contra os homens tatuados, e vá de postar em catadupa imagens com tatuados agarrados a bebés muito branquinhos, com olhos muito azuis, como quem diz:
vejam! os homens tatuados também sabem foder, fazer filhos e trata-los como se não tivessem tatuados!

Mas isto tem alguma lógica?
É que se colocam numa situação de auto-preconceito.
É como se de algum modo, em alguma situação, ou mesmo em alguma época da nossa história, tivessem existido trogloditas tatuados comedores de criancinhas.
Mudem lá o disco para os fados.
Ãh? Os tatuados não ouvem fados?
Pois.