8 de janeiro de 2016
Das seitas
Isto de mudar de vida tem coisas más, chatas, uma pessoa quase dá em maluquinha por ver o seu mundinho ruir de um dia para o outro, mas a verdade é que qual desenho animado, um novo mundinho se ergue logo a seguir, e é na verdade todo um mundo novo.
Mudar de casa alertou-me para coisas que antes nem sequer me passavam ao lado. Coisas que eu via lá nos fundilhos do horizonte, pontinhos difusos e confusos, interesses esdrúxulos que nada me diziam - e mais, investimentos absurdos que dificilmente me veriam a fazer.
Acontece que a vida dá voltas, e eu, menina super mimada, habituada à ajuda da minha mãe e da minha avó, vejo-me aqui enfiada no meio de Lisboa, sem a sopa, sem os filetes, sem as favas e sem os tomates deliciosos que a minha avó me fornece às pazadas, e qual não é o meu espanto quando começo a pensar na grande ajuda que seria para nós a aquisição de um robot de cozinha.
Meus amigos, vocês não sabem e nem sonham a seita tenebrosa que para aí vai.
As vendedoras da Bimby atacam de tal forma forte e feio os sites da concorrência, que só não sai sangue vivo porque a máquina trata logo de cozer aquilo ao vapor.
Meti-me aí num grupo do Facebook, numa de ver os prós e os contras de comprar outras máquinas que não a Bimby, porque estava a pensar seriamente em adquirir uma dessas mais baratuchas (1 035,00€ parece-me assim um nadinha descabido, mas isso sou eu que sou pobre), mas qual quê, as vendedoras minaram aquilo tudo e até a DECO já veio dar 37 pontos em 100 à nova Chef do Pingo Doce para dar alento ao loby da Bimby.
Cruzes canhoto!
Desculpem lá a minha sinceridade, mas daquilo que vejo nos fóruns, daquilo que oiço dizer dos outros robots de cozinha no mercado (parece que a Bimby agora manda e-mails às donas, estende a roupa e passa a ferro, através de uma APP ultra-mega-poderosa que é melhor que o filme StarWars), e tendo em conta que 95% das donas das outras máquinas estão satisfeitíssimas com os seus novos animais domésticos, porque será que as senhoras continuam a comprar uma máquina por 1 035,00€, mesmo que para isso passem 4 anos a pagar aquilo a prestações?
Ainda pensei chamar uma demonstradora lá a casa, para ver a qualidade do material, mas depois tive medo que ela me dissesse que aquilo também substituía o marido no ato sexual, e eu, moça tradicional, pensei logo, nánánáná, que eu isso gosto mesmo é de meter as mãos na massa.
7 de janeiro de 2016
Help!!! Não sei onde meter a bicicleta!
E agora, minha grande cabeça de alho chocho?
Ahh, Lisboa, que és tão boa... só que não! Um elevador minúsculo de lagarta, num 4º andar medonho de alto (parece-me, sei lá), um escritório que é muito mais atarracado (e já está apinhado de tralha até à testa), transformaram a minha paixão pelo BTT numa verdadeira dor de cabeça.
Tanta coisa para pensar, tanta coisa para tratar, e depois duhhhh é que me lembrei que se calhar ia ficar com dois problemas roda 29 por resolver.
A questão de transportar a minha magrelinha escada abaixo resolve-se com um marido, pois claro, mas e o resto? Onde é que eu vou guardar 2 bicicletas gigantes, sem atravancar a sala, o meu quarto, ou o hall de entrada.
Oras.
Vinde comigo espreitar o que um ciclista-designer chileno Manuel Rossel, propôs para dar uma ajuda.
Coisa mai linda de sua mãe.
Não fosse espanhol e casava-me já com ele.
Posso chamar outra vez o Natal???
Ó Natal, binde aqui à sua mamã, binde!
Ahh, Lisboa, que és tão boa... só que não! Um elevador minúsculo de lagarta, num 4º andar medonho de alto (parece-me, sei lá), um escritório que é muito mais atarracado (e já está apinhado de tralha até à testa), transformaram a minha paixão pelo BTT numa verdadeira dor de cabeça.
Tanta coisa para pensar, tanta coisa para tratar, e depois duhhhh é que me lembrei que se calhar ia ficar com dois problemas roda 29 por resolver.
A questão de transportar a minha magrelinha escada abaixo resolve-se com um marido, pois claro, mas e o resto? Onde é que eu vou guardar 2 bicicletas gigantes, sem atravancar a sala, o meu quarto, ou o hall de entrada.
Oras.
Vinde comigo espreitar o que um ciclista-designer chileno Manuel Rossel, propôs para dar uma ajuda.
Coisa mai linda de sua mãe.
Não fosse espanhol e casava-me já com ele.
Posso chamar outra vez o Natal???
Ó Natal, binde aqui à sua mamã, binde!
É preciso ter lata
MP investiga gastos de milhares de euros na Metro Mondego em hotéis, vinho e striptease
'O projecto da Metro Mondego quase não saiu do papel, mas das suas contas saíram cerca de 100 mil euros que ex-administradores usaram em despesas pessoais pagas com cartões de crédito da empresa pública.'
Ordinários!
Pardon my french, mas não me ocorre gentalha mais nojenta do que administradores públicos que vão às putas com o dinheiro dos meus impostos.
'O projecto da Metro Mondego quase não saiu do papel, mas das suas contas saíram cerca de 100 mil euros que ex-administradores usaram em despesas pessoais pagas com cartões de crédito da empresa pública.'
Ordinários!
Pardon my french, mas não me ocorre gentalha mais nojenta do que administradores públicos que vão às putas com o dinheiro dos meus impostos.
Arrenda-se T3 | Excelente oportunidade de negócio!
"É preciso pensar e repensar se a criança está a ser ‘bem
preparada’ numa escola de grande diversidade cultural, violenta, cheia de case studies para as monografias dos alunos das ciências sociais, e de significativa
inconstância do corpo docente - como são tantas das nossas escolas - ou se
está só a ser instigada a preparar-se para se defender."
A crónica da Uva Passa na UPTOKIDS deste mês.
6 de janeiro de 2016
Ele há pessoas que tem pachorra para tudo
A trabalheira que o homem teve para colar estas tachas todas, hem?
Ganda nóia!
Mas que ficou fixe, lá isso?
Admirável Mundo Velho.
Exames são prejudiciais, e aprender não deve ser obrigação. (Albert Einstein)
Para Albert Einstein, o ensino não deve ser imposto aos jovens como uma obrigação: deve-lhes, sim, ser aguçada a curiosidade, a vontade de aprender.
'Aprendi desde muito cedo a extrair o importante, prescindindo de uma multiplicidade de coisas que (…) desviam a mente do essencial. O problema é que para os exames tens de enfiar tudo na cabeça, quer queiras ou não. (…) É um erro grave acreditar que a vontade de olhar e pesquisar pode ser fomentada pela obrigação e pelo sentido de dever. Penso que até um predador animal saudável pode ser privado da sua voracidade se lhes for exigido continuarem a comer quando não têm fome.'
Fonte: Observador
Depois de ler isto fiquei a pensar.
O método atual consiste, como também verificou Einstein, em obrigar os alunos a decorar a matéria ao invés de ter uma atitude critica sobre a mesma, refletindo nos porquês.
Os tubarões são obrigados a nadar vitaliciamente. Porquê? Não interessa, porque há mais 80 páginas para decorar de balelas sobre os tubarões.
Será que se retirarmos aos jovens a obrigatoriedade de estudar eles terão vontade de aprender?
Será que retirar uma criança dos tentáculos superpoderosos do polvo do sistema educativo, teremos uma criança capaz de desenvolver as mesmas tarefas que uma criança que andou 30 anos na escola a encher a cabeça de alheiras, chouriços e salsichas?
E especialização profissional, isto é, o ensino mais virado para a prática, comum no final da formação académica, longuíssima e penosa, diga-se em abono da verdade, fará muito mais sentido no inicio e ao longo de toda a carreira académica ou só depois da cabeça cheia de conceitos teóricos e balelas sobre tubarões?
4 anos no básico, 2 anos no preparatório, 7 anos no secundário, 5 anos no superior, fora os chumbos, as mudanças, os interregnos não são o bastante. Não chegam quase para nada. De que me serve saber tudo sobre a máquina que faz salsichas, o binário, a força, a velocidade, se nunca vi uma de verdade, e bom, sobre a salsicha, bom, sobre a salsicha há muito que aprender...
A praxis é indissociável da teoria. Comi esta refeição durante cinco anos, todos os dias, mas a verdade é que quando fui trabalhar nada sabia da prática.
'As grandes personalidades não se formam com o que ouvem ou dizem, mas com o trabalho e as ações. Por conseguinte, o melhor método de educação foi sempre aquele que exigiu ao seu discípulo [ou aluno] a realização de tarefas concretas. Isto tanto se aplica às primeiras tentativas de escrever feitas por uma criança, como [à escrita de] uma tese universitária (…), à interpretação ou tradução de um texto, à resolução de um problema matemática ou à prática de um desporto.'
Admirável mundo velho.
5 de janeiro de 2016
Resoluções para 2016
Lembram-se de vos ter dito que agora ia ao Continente a pé, certo?
A evolução que inflijo à minha vida é assim qualquer coisa de extraordinário.
Estou extremamente orgulhosa.
- Olha ali aquela velhinha loira platinada com aquele carrinho!
- Não é uma velhinha, é a Uva!
Alguém sabe onde posso arranjar uma coisa desta que seja gira, boa e barata?
Ahh e que aguente qual salto alto de mulher lisboeta, a calçada feita em merda de toda a nossa Lisboa.
Grata.
Mia, já falaste disto no teu blog certo?
Deixem-me lá olhar para os jornais
Pumba!
O primeiro artigo online que me aparece à frente dos olhos numa diz que é uma espécie de Magazine chamada VortexMag é um artigo deveras interessante cujas parangonas encabeçam a imagem de um bairro suburbano onde pastam ovelhas indiferentes.
'As 10 cidades mais feias de Portugal.'
Não lembra ao diabo as coisas que me prendem o olhar às 10h da madrugada de uma terça-feira ainda mais feia dos que as 10 cidades mais feias todas juntas.
Amadora, Loures e Agualva-Cacém aparecem nas posições de pódio.
Pumba!
Loures foi o meu concelho de infância até alguém lá do Governo se lembrar de passar o meu buraco para o concelho imeditamente mais feio a seguir. Odivelas.
Sinto-me de certa forma importante por ter feito parte desta maravilhosa seleção natural dos concelhos limítrofes fortemente industrializados.
Não admira que a minha pele esteja uma merda.
O Barreio está lá, claro que está. Não te ficas a rir ó V. Pensavas que a tua bela terra era assim uma deusa das arábias, mas não, é feia e degradada, e tenho pena que a margem sul esteja assim ao abandono, ainda para mais com tantos e fervorosos adeptos, especialmente beduínos e essas pessoas que teimam em viver nos desertos. Aquela Av. da Praia poderia ser um oásis, mas infelizmente é mesmo realidade.
Mas isto tudo para dizer que: sim. Também lá morei os 6 meses da praxe enquanto as obras da minha casa no concelho mais feio de Portugal não ficaram prontas.
A minha pontaria é de bradar aos céus.
A Póvoa de Santa Iria nas bocas do mundo outra vez (e outra vez pelas piores razões), ocupa ali a central da tabela. Conheço um marmelo que vive na Póvoa de Santa Iria e está há uns bons 15 anos a tentar vender a casa. Se alguém estiver interessado, posso intermediar o negócio.
Sacavém não lembra a ninguém mas mora lá imensa gente. É um sitio que ninguém desconfia. Passo lá às vezes, e no passado tive por ali muitas reuniões com uma empresa que vendi fraldas para idosos. As coisas que uma pessoa faz na vida é como Sacavém. Também não lembram a ninguém.
Ora a seguir temos Valongo. Não faço a mais esdrúxula ideia de quem pára em Valongo, mas o cartão de visita é bastante agradável. Um prédioo em construção há 8 anos demonstra que apesar de estar tudo um pouco atrasado há intenção de aumentar a capacidade habitacional aquilo... é não perder a fé minha gente.
E lá está: Costa da Caparica a dar mostras de que no que diz respeito a pódios está sempre bem representada, ou não fosse o destino de férias preferio das gentes desta bela lista.
Nunca fui miúda de ir para a Costa. Em tempos muito idos, punha-me a caminho da praia de São João, demorava pelo menos 4 horas para lá chegar, fazia um joguinho de raquetes de pau, apanhava um escaldão e voltava cabisbaixa para penar as mágoas em Odivelas. Ahhh fui tão feliz em Odivelas. Caía-me a pele todos os anos.
Matosinhos aparece já mais distanciada das ovelhas lá de cima apenas porque o seu negócio é o pexum. A rede gigante que aparece no meio da via é uma ode ao velhinho tudo o que vem é rede é peixe, e é. Aquilo é um emaranhado de estilos que mais parece uma traineira depois da faina.
Tinha um nome muito à frente (Matusiny) mas quem nasceu para lagartixa passa muito tempo ao sol, e enfim, ficam imensas coisas por fazer.
O primeiro artigo online que me aparece à frente dos olhos numa diz que é uma espécie de Magazine chamada VortexMag é um artigo deveras interessante cujas parangonas encabeçam a imagem de um bairro suburbano onde pastam ovelhas indiferentes.
'As 10 cidades mais feias de Portugal.'
Não lembra ao diabo as coisas que me prendem o olhar às 10h da madrugada de uma terça-feira ainda mais feia dos que as 10 cidades mais feias todas juntas.
Amadora, Loures e Agualva-Cacém aparecem nas posições de pódio.
Pumba!
Loures foi o meu concelho de infância até alguém lá do Governo se lembrar de passar o meu buraco para o concelho imeditamente mais feio a seguir. Odivelas.
Sinto-me de certa forma importante por ter feito parte desta maravilhosa seleção natural dos concelhos limítrofes fortemente industrializados.
Não admira que a minha pele esteja uma merda.
O Barreio está lá, claro que está. Não te ficas a rir ó V. Pensavas que a tua bela terra era assim uma deusa das arábias, mas não, é feia e degradada, e tenho pena que a margem sul esteja assim ao abandono, ainda para mais com tantos e fervorosos adeptos, especialmente beduínos e essas pessoas que teimam em viver nos desertos. Aquela Av. da Praia poderia ser um oásis, mas infelizmente é mesmo realidade.
Mas isto tudo para dizer que: sim. Também lá morei os 6 meses da praxe enquanto as obras da minha casa no concelho mais feio de Portugal não ficaram prontas.
A minha pontaria é de bradar aos céus.
A Póvoa de Santa Iria nas bocas do mundo outra vez (e outra vez pelas piores razões), ocupa ali a central da tabela. Conheço um marmelo que vive na Póvoa de Santa Iria e está há uns bons 15 anos a tentar vender a casa. Se alguém estiver interessado, posso intermediar o negócio.
Sacavém não lembra a ninguém mas mora lá imensa gente. É um sitio que ninguém desconfia. Passo lá às vezes, e no passado tive por ali muitas reuniões com uma empresa que vendi fraldas para idosos. As coisas que uma pessoa faz na vida é como Sacavém. Também não lembram a ninguém.
Ora a seguir temos Valongo. Não faço a mais esdrúxula ideia de quem pára em Valongo, mas o cartão de visita é bastante agradável. Um prédioo em construção há 8 anos demonstra que apesar de estar tudo um pouco atrasado há intenção de aumentar a capacidade habitacional aquilo... é não perder a fé minha gente.
E lá está: Costa da Caparica a dar mostras de que no que diz respeito a pódios está sempre bem representada, ou não fosse o destino de férias preferio das gentes desta bela lista.
Nunca fui miúda de ir para a Costa. Em tempos muito idos, punha-me a caminho da praia de São João, demorava pelo menos 4 horas para lá chegar, fazia um joguinho de raquetes de pau, apanhava um escaldão e voltava cabisbaixa para penar as mágoas em Odivelas. Ahhh fui tão feliz em Odivelas. Caía-me a pele todos os anos.
Matosinhos aparece já mais distanciada das ovelhas lá de cima apenas porque o seu negócio é o pexum. A rede gigante que aparece no meio da via é uma ode ao velhinho tudo o que vem é rede é peixe, e é. Aquilo é um emaranhado de estilos que mais parece uma traineira depois da faina.
Tinha um nome muito à frente (Matusiny) mas quem nasceu para lagartixa passa muito tempo ao sol, e enfim, ficam imensas coisas por fazer.
4 de janeiro de 2016
E as saudades que eu tenho vossas?
Olá, olá!!
Bom ano, caramba!
Que bom regressar, que bom espreitar a vizinhança e perceber que está tudo bem, que os astros sempre se alinharam, que o cosmos conspirou e transportou toda a minha gente sã e salva para este lado da vida, para o novo ano, comme il faut.
Quem bom estar aqui outra vez. E que saudades tinha eu disto tudo.
Bem sei que perdi acontecimentos mágicos, deixei escapar temas fraturantes, não estive presente nas réplicas dos blogo-terramotos, não prestei grande assistência às vitimas, mas agora estou de volta.
Conto-vos em primeira mão a minha grande aventura Calçada de Carriche acima, envolta nos meus próprios terramotos, daqueles que nascem no cortex frontal e nos paralisam as pernas, os braços, a mobilidade e a capacidade de avançar.
Mas avancei!
Foram dias de grande azáfama, de muito trabalho, de muitos sentimentos, de muitas descobertas, tudo misturado numa bimby gigante chamada 'a minha cabeça loira'.
E agora que tudo parece ter serenado, bom, agora é que eu entendo esta minha vontade de subir para cima.
Uau! Isto aqui é completamente diferente. Aqui de cima vejo tudo muito melhor.
Fui ali ao Continente, a pé.
Despejei o lixo, dentro do meu prédio.
Saí à rua, e já cá estava.
Comprei o pão, às 10 da noite.
Tenho uma luz na sala, que se espraia até ao hall.
Tenho uma grande janela, na casa de banho.
Tenho uma lagarta, no elevador.
Demoro 1 minuto, a estacionar a viatura.
Contei hoje um minuto, para chegar ao Metro.
Demorei 10 minutos, de casa ao Rule of Law.
Tomo o pequeno almoço, sentada na minha cozinha.
Uau!
E que bom é voltar aqui e perceber que é aqui que tudo faz mais sentido.
Se o nosso caminho é só um, que seja sempre a subir.
Bom ano minha gente.
#goodbyemariaivone#
#tãocedonãomeapanhascá#
#parafrenteéqueélisboa#
#parafrentequeatrásvemgente#
#Lisboaéstaoboanãoépiropopoisnão?#
Bom ano, caramba!
Que bom regressar, que bom espreitar a vizinhança e perceber que está tudo bem, que os astros sempre se alinharam, que o cosmos conspirou e transportou toda a minha gente sã e salva para este lado da vida, para o novo ano, comme il faut.
Quem bom estar aqui outra vez. E que saudades tinha eu disto tudo.
Bem sei que perdi acontecimentos mágicos, deixei escapar temas fraturantes, não estive presente nas réplicas dos blogo-terramotos, não prestei grande assistência às vitimas, mas agora estou de volta.
Conto-vos em primeira mão a minha grande aventura Calçada de Carriche acima, envolta nos meus próprios terramotos, daqueles que nascem no cortex frontal e nos paralisam as pernas, os braços, a mobilidade e a capacidade de avançar.
Mas avancei!
Foram dias de grande azáfama, de muito trabalho, de muitos sentimentos, de muitas descobertas, tudo misturado numa bimby gigante chamada 'a minha cabeça loira'.
E agora que tudo parece ter serenado, bom, agora é que eu entendo esta minha vontade de subir para cima.
Uau! Isto aqui é completamente diferente. Aqui de cima vejo tudo muito melhor.
Fui ali ao Continente, a pé.
Despejei o lixo, dentro do meu prédio.
Saí à rua, e já cá estava.
Comprei o pão, às 10 da noite.
Tenho uma luz na sala, que se espraia até ao hall.
Tenho uma grande janela, na casa de banho.
Tenho uma lagarta, no elevador.
Demoro 1 minuto, a estacionar a viatura.
Contei hoje um minuto, para chegar ao Metro.
Demorei 10 minutos, de casa ao Rule of Law.
Tomo o pequeno almoço, sentada na minha cozinha.
Uau!
E que bom é voltar aqui e perceber que é aqui que tudo faz mais sentido.
Se o nosso caminho é só um, que seja sempre a subir.
Bom ano minha gente.
#goodbyemariaivone#
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#parafrenteéqueélisboa#
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