Ando há tempos inquieta.
Inquieta porque não satisfeita, porque não totalmente calma, porque não de-bem-com-a-vida.
Poderia lembrar-me de fazer imensas coisas giras, sei lá, fazer um curso qualquer de escrita ou de guionismo, envolver-me num voluntariado com malta entradota, sentar-me a escrever mais uma página do meu 'livro', fazer uma viagem a Londres, ir conhecer Fernando Noronha, aprender a sossegar, a meditar, a fazer o melhor que sei por mim.
Mas não.
Só penso em mudar, e isso implica gastar, outro verbo que me encanita, sobremaneira.
E isso inquieta-me.
E porque não tenho mais nada para me entreter sozinha, além de aguardar serenamente os dois dias que me faltam para me pirar daqui, decidi decidir o que deverei fazer para mudar esta inquietação, este desassossego.
Dizem que é de família, mas eu acho que não.
Mudar de casa faz parte da herança genética de todo um povo, não é só minha a inquietude.
Gostava muito de subir definitivamente a Calçada Carriche e abrir uma janela cheia de luz no centro de Lisboa, num bairro quieto, com jardim e livraria, com esplanada e padaria, com eléctrico, metro ou tuk-tuk, tanto faz, qualquer coisinha onde pudesse pendurar os meus cortinados de linho branco, e onde eu pudesse inspirar-me à janela.
Na verdade estou terrivelmente cansada de perder tempo e tempo para vir trabalhar, terrivelmente cansada de fazer compras no Continente (onde de resto odeio estar), terrivelmente cansada de não ter luz natural praticamente nenhuma, fartinha da lareira que não fuma mas que faz um zumbido incrível e medonho no inverno, farta das paredes, farta da cozinha aos quadradinhos, farta da rua, farta do bairro, farta de me ver ali há quase 40 anos como se fosse obrigada a pagar uma promessa que de resto não fiz.
Quero mudar de casa.
Quero que a ML frequente um liceu mais perto do meu trabalho.
Quero andar a pé, quero ver o rio.
É que andei a ver casinhas viradas a sul, com jardim, livraria, esplanada e padaria... e é tudo caríssimo, velho e degradado.
E caro.
Ai!
Que inquietação.
5 de agosto de 2015
4 de agosto de 2015
Quotidiano
Acordo.
Doem-me os olhos e penso que se calhar ontem vi muito com eles.
As lentes que me libertam o rosto das próteses inclementes de massa preta, são invenções únicas, mas desconfortam-me.
Sinto os olhos.
Não é suposto sentirmos o corpo, não é suposto termos a cada minuto a consciência presente de que temos olhos, e pestanas, e braços, e duas pernas, o fígado, e o estômago.
O nosso corpo deve ser apenas perceptível aos outros.
São os outros que devem sentir os nossos olhos, a forma das nossas pernas, o toque da nossa pele.
É uma sensação muito estranha sentir a toda a hora que tenho uns olhos.
Ai mas que vem a ser isto? Ah sim, são os meus olhos.
Costumo pensar que tive muita sorte por nascer depois da descoberta da miopia (e respetiva correção), e de como seria desgostoso se fosse obrigada a caminhar pela vida, durante os anos que me estariam reservados, sem saber onde punha os pés, sem reconhecer a vizinhança, sem memórias nítidas do quotidiano.
Seria terrível se de manhã me levantasse com a mesma dor nos olhos, mas de ver pouco com eles.
E tudo o que vejo com os meus olhos é muito pouco se pensar que há artistas que me fazem ver com as mãos.
E que extraordinária visão esta.
Só falto ali eu, a meter as lentes.
Nos olhos.
Doem-me os olhos e penso que se calhar ontem vi muito com eles.
As lentes que me libertam o rosto das próteses inclementes de massa preta, são invenções únicas, mas desconfortam-me.
Sinto os olhos.
Não é suposto sentirmos o corpo, não é suposto termos a cada minuto a consciência presente de que temos olhos, e pestanas, e braços, e duas pernas, o fígado, e o estômago.
O nosso corpo deve ser apenas perceptível aos outros.
São os outros que devem sentir os nossos olhos, a forma das nossas pernas, o toque da nossa pele.
É uma sensação muito estranha sentir a toda a hora que tenho uns olhos.
Ai mas que vem a ser isto? Ah sim, são os meus olhos.
Costumo pensar que tive muita sorte por nascer depois da descoberta da miopia (e respetiva correção), e de como seria desgostoso se fosse obrigada a caminhar pela vida, durante os anos que me estariam reservados, sem saber onde punha os pés, sem reconhecer a vizinhança, sem memórias nítidas do quotidiano.
Seria terrível se de manhã me levantasse com a mesma dor nos olhos, mas de ver pouco com eles.
E tudo o que vejo com os meus olhos é muito pouco se pensar que há artistas que me fazem ver com as mãos.
E que extraordinária visão esta.
Só falto ali eu, a meter as lentes.
Nos olhos.
3 de agosto de 2015
Julguei mal as minhas capacidades
10 km.
Uma bicicleta de pau.
Uma única mudança.
Uns ténis rosa-choc, chocantes.
Uns calções pretos com penso higiénico para ciclistas acoplado, vulgo, carneira.
Umas luvas.
Um selim de gel ao preço da uva mijona.
Um capacete bem cool para agarrar a cabeça, as ideias - e a força de vontade.
Umas pernas ferrugentas, cheias de nódoas da mesma cor.
Muito gajo (a gaja é gira) a apitar à passagem - não podem ver uma loira com duas pernas e um rabo espetado.
Um sol inclemente.
Uma Uva Passa.
Era eu no sábado.
Consegui!
Estou mais motivada que nunca.
Sinto-me a super-mulher.
Sinto-me bem.
Let´s go girl!
2 de agosto de 2015
1 de agosto de 2015
É só meia bicicleta, mas não lhe falta pedal!
Isto para andar aqui nas voltinhas, a distribuir correio pelos gabinetes, é capaz de ser maravilha.
Vai na volta até proponho isto ao C.A. da próxima vez que reunirem para falar de investimento em RH.
- Muito bem cara Uva, magnífica máquina, magnífico conceito, quase que arriscaria num low-tech version do Segway! - diria o caprichoso mas informado secretário da mesa.
- Mas para que serve?
- Sei lá, para ir comprar cigarros ou isso.
- Mas aqui no escritório ninguém fuma, cara Uva.
(Mas quem é que lhe disse que eu voltava?)
The Halfbike Tricycle By Design Lab Kolelinia
31 de julho de 2015
EGOÍSTA 15 anos - Das coisas que a Uva lê
O preço é quase proibitivo.
60,00€ por 4 edições.
15,00€ é o preço de um bom livro. Uma jantarada com amigos numa tasca do Bairro Alto. Uma sessão de cinema para ver bonecos em 3D. O valor da taxa sobre os dispositivos digitais. O preço mensal do cartão de dados do meu tablet. Umas ameijoas à Bulhão Pato no restaurante O Modesto.
Poderia [a revista] ser um desperdício se não fosse absolutamente maravilhosa.
É nossa. É adolescente. É fotografia. É literatura. É artística e literáriamente cuidada, famosa e única.
Talvez por ser única lhe tenham chamado Egoísta.
Egoísta porque vive só para ela e só dela.
Egoísta porque a exclusividade gera ciúme, e o orgulho é uma presunção apenas permitida aos melhores.
Reparem: é uma revista com 61 edições e 70 prémios, nacionais e internacionais. São mais as distinções concedidas, ganhas com mérito, do que as edições publicadas.
Um luxo.
Não publicita produtos; as margens não têm em pisca-pisca néon a nova versão do Audi A8 ou a Sara Sampaio de pernas abertas e boca sensual a lamber um sorvete.
É só imagem e letra. Artistas e escritores. Edição, Design e Produção.
E textos deliciosos escritos em folhas grossas.
Tudo o que basta para me fazer feliz.
A última edição celebra 15 anos e presenteia-me com um trabalho fotográfico de excelência de José Ð Almeida (que terei imenso gosto em partilhar numa das minhas rubricas favoritas) e ainda com 15 textos inéditos escritos pelas mãos de Inês Pedrosa, Gonçalo M. Tavares, ou Valter Hugo Mãe, sobre 15 personalidades, também elas de certa forma inéditas, egoístas, que vogam entre Hélia Correia, Saramago, Pacheco Pereira, Manoel de Oliveira, João Botelho, Vasco Graça Moura, entre outros.
A capa, pois a capa, o ex-libris desta 'revista de culto', escolhida para celebrar o feito, não fica nada aquém de outras tantas que o Atelier 004, em conjunto com a Norprint, nos têm habituado.
Parabéns miúda!
30 de julho de 2015
É selvagem e é bem capaz de me levar à falência.
A Mequinha, pois claro.
O raio da gata, raios partam a gata, além de ser má como as cobras, é esperta que se farta.
Para ensinar a doida a beber água, e se bem vos lembreis foi o cabo dos trabalhos, e por achar que a bicha estava a morrer desidratada, resolvi abrir umas torneiras e dizer-lhe olha aqui Mequinha, a águinha, tão boaaa, anda cá, lambe aqui a águinha, ai que lindaaaaaa, que fresquinhaaaaa, bschhh, bschsss, anda cá, a dona dá, bschhh, bschsss.
A dona dá, uma merda! porque arranjei um problema gigante à pala desta gracinha.
Ora vede.
Fim de semana.
2 dias de ausência para tratar de assuntos relacionados com festas e praia e bicicleta, inadiáveis.
A gata ficou em casa porque a última vez que a meti na gateira e dentro do carro, fez um cocó na viagem para lá, um cocó que parecia a bosta de 4 vacas juntas, gritou horrores a viagem toda, hiper assanhada, julguei que morria de AVC tal era o desespero da bicha, e na viagem para cá fez um xixi ainda mais gigante, rebolou-se no xixi a viagem toda, encheu-me a carrinha de salpicos fedorentos de mijunça e ainda aleijou uma patinha na grade da portinhola.
E gritou desalmadamente a viagem toda, parecia que estavam a mata-la
Da próxima vez que forem só dois dias, ficas em casa que até vais de bonió.
Ficou.
O raio da gata, raios partam a gata, além de ser má como as cobras, conseguiu a proeza de abrir a misturadora da banheira.
Na água quente.
Quando cheguei a casa, um calor abrasador, mas o que é isto, que calor é este, meu Deus, está alguém a tomar banho na nossa casa, ai que temos uma pessoa na casa de banho, ai que horror, está alguém aqui em casa, e vai lá ver, ai não vás que pode ser alguém armado, cala-te que deve ser a tua mãe, vai lá tu ver que se calhar está nua, mas tu estás doido homem, a minha mãe tem banheira em casa, e vai lá ver que é ela de certeza, só pode ser ela, e lá vou eu, pé ante pé, até ao WC, com a cabeça à razão de juros a pensar que raio estava a minha mãe a fazer na minha casa aquela hora e a tomar banho, e qual não é o meu espanto que quem está alegre e contente a ver jorrar água a ferver (talvez há dois dias, sabe-se lá - veremos as faturas do gás e da água) é a Sô Dona Mecas, envolta numa nuvem fumegante, tipo sauna, à espera da massagem linfática - ou lá que merda é aquela que agora fazem às gajas.
Beeeeem, estava o chão a ferver, tudo fervia, o esquentador não sei como não explodiu, a gata além de ter feito esta terrível (e perigosa) bosta, ainda me veio morder as pernas, arranhar-me os braços (cheia de saudades, suponho) e agora estou para aqui a pensar se aquela coisa de ter a casa fria e tal, ai um gatinho é que era, não terá sido exatamente o que pedi.
Uma gata que me aquece a casa.
Literalmente.
O raio da gata, raios partam a gata, além de ser má como as cobras, é esperta que se farta.
Para ensinar a doida a beber água, e se bem vos lembreis foi o cabo dos trabalhos, e por achar que a bicha estava a morrer desidratada, resolvi abrir umas torneiras e dizer-lhe olha aqui Mequinha, a águinha, tão boaaa, anda cá, lambe aqui a águinha, ai que lindaaaaaa, que fresquinhaaaaa, bschhh, bschsss, anda cá, a dona dá, bschhh, bschsss.
A dona dá, uma merda! porque arranjei um problema gigante à pala desta gracinha.
Ora vede.
Fim de semana.
2 dias de ausência para tratar de assuntos relacionados com festas e praia e bicicleta, inadiáveis.
A gata ficou em casa porque a última vez que a meti na gateira e dentro do carro, fez um cocó na viagem para lá, um cocó que parecia a bosta de 4 vacas juntas, gritou horrores a viagem toda, hiper assanhada, julguei que morria de AVC tal era o desespero da bicha, e na viagem para cá fez um xixi ainda mais gigante, rebolou-se no xixi a viagem toda, encheu-me a carrinha de salpicos fedorentos de mijunça e ainda aleijou uma patinha na grade da portinhola.
E gritou desalmadamente a viagem toda, parecia que estavam a mata-la
Da próxima vez que forem só dois dias, ficas em casa que até vais de bonió.
Ficou.
O raio da gata, raios partam a gata, além de ser má como as cobras, conseguiu a proeza de abrir a misturadora da banheira.
Na água quente.
Quando cheguei a casa, um calor abrasador, mas o que é isto, que calor é este, meu Deus, está alguém a tomar banho na nossa casa, ai que temos uma pessoa na casa de banho, ai que horror, está alguém aqui em casa, e vai lá ver, ai não vás que pode ser alguém armado, cala-te que deve ser a tua mãe, vai lá tu ver que se calhar está nua, mas tu estás doido homem, a minha mãe tem banheira em casa, e vai lá ver que é ela de certeza, só pode ser ela, e lá vou eu, pé ante pé, até ao WC, com a cabeça à razão de juros a pensar que raio estava a minha mãe a fazer na minha casa aquela hora e a tomar banho, e qual não é o meu espanto que quem está alegre e contente a ver jorrar água a ferver (talvez há dois dias, sabe-se lá - veremos as faturas do gás e da água) é a Sô Dona Mecas, envolta numa nuvem fumegante, tipo sauna, à espera da massagem linfática - ou lá que merda é aquela que agora fazem às gajas.
Beeeeem, estava o chão a ferver, tudo fervia, o esquentador não sei como não explodiu, a gata além de ter feito esta terrível (e perigosa) bosta, ainda me veio morder as pernas, arranhar-me os braços (cheia de saudades, suponho) e agora estou para aqui a pensar se aquela coisa de ter a casa fria e tal, ai um gatinho é que era, não terá sido exatamente o que pedi.
Uma gata que me aquece a casa.
Literalmente.
29 de julho de 2015
Cachupa
Hoje, no DESblogue.
[...] E a nêga, sempre rebolando o nalguedo, suando em bica, distribuía com braços roliços de cozinheira as taças de doces, como quem distribuí as cartas do jogo.
Um lambedoiro.
Ver mais.
[...] E a nêga, sempre rebolando o nalguedo, suando em bica, distribuía com braços roliços de cozinheira as taças de doces, como quem distribuí as cartas do jogo.
Um lambedoiro.
Ver mais.
Foto de: Luis Quiles Artworks
28 de julho de 2015
E depois há umas pessoas que fazem umas coisas...
muito engraças, muito bem feitas, baseadas em princípios muito antigos mas absolutamente atuais - como é o caso do [princípio] que foi seguido ao pé da letra pelo fotógrafo André Vicente Gonçalves -, que vão muito para além daquilo que a maioria das pessoas tem coragem de fazer, e no meu caso até de pensar.
O André era uma pessoa entre tantas que percorria cabisbaixo o caminho para o trabalho.
Devo ter-me cruzado com ele algumas vezes na calçada matreira da vida que cobre as ruas da minha cidade.
Ele passou por mim, tropeçou numa janela e abriu-a.
Eu passei por ele, tropecei em mim mesma e bati com a testa.
Não cheguei a ver a janela.
Escolhe um emprego que realmente gostes e nunca terás um dia de trabalho na tua vida (Confúcio).
Nós, a grande fatia ativa, que nem a possibilidade de escolher um emprego temos, ficamos muito pensativos a olhar para este princípio ativo da felicidade do André, que o André segue e que o André partilha, e ficamos com a certeza que quem o segue é corajoso, com a certeza de que o princípio é verdadeiro, resulta muito bem, traz satisfação e (aqui e ali) são visíveis - depois de bem peneirados os dias -, bons e grandes flocos de felicidade.
As janelas. Os nossos olhos. A nossa alegria. Os dias novos que despertam. A esperança.
Todas as janelas são diferentes. Como nós.
E no entanto são todas janelas, cumprindo a mesmíssima função.
E se há janelas em toda a parte, porque teimamos nós em portas fechadas?
Não sou Confúcio mas arrisco num princípio.
Escolhe uma janela e mete-te dentro dela. A algum lado ela há de ir dar.
Outros trabalhos do artista aqui!
O André era uma pessoa entre tantas que percorria cabisbaixo o caminho para o trabalho.
Devo ter-me cruzado com ele algumas vezes na calçada matreira da vida que cobre as ruas da minha cidade.
Ele passou por mim, tropeçou numa janela e abriu-a.
Eu passei por ele, tropecei em mim mesma e bati com a testa.
Não cheguei a ver a janela.
Escolhe um emprego que realmente gostes e nunca terás um dia de trabalho na tua vida (Confúcio).
Nós, a grande fatia ativa, que nem a possibilidade de escolher um emprego temos, ficamos muito pensativos a olhar para este princípio ativo da felicidade do André, que o André segue e que o André partilha, e ficamos com a certeza que quem o segue é corajoso, com a certeza de que o princípio é verdadeiro, resulta muito bem, traz satisfação e (aqui e ali) são visíveis - depois de bem peneirados os dias -, bons e grandes flocos de felicidade.
As janelas. Os nossos olhos. A nossa alegria. Os dias novos que despertam. A esperança.
Todas as janelas são diferentes. Como nós.
E no entanto são todas janelas, cumprindo a mesmíssima função.
E se há janelas em toda a parte, porque teimamos nós em portas fechadas?
Não sou Confúcio mas arrisco num princípio.
Escolhe uma janela e mete-te dentro dela. A algum lado ela há de ir dar.
BURANO
ALPES
VENICE
ALBUFEIRA
ÉVORA
MONTEMOR-O-NOVO
PORTO
LISBOA
Outros trabalhos do artista aqui!
27 de julho de 2015
Socorro!! Chamada a profissionais do pedal
Mais um passeio de bicicleta e o meu rabo desfazer-se-á em pequeninos pedacinhos de carne triturada, muito parecidos com os que costumo meter na bolonhesa.
No domingo devo ter feito uns 7 ou 8 km.
A forma física vai melhorando a cada passeio. Sinto mais força nas pernas, ando mais tempo sem descansar, faço o trajecto em menos tempo e tenho aproveitado as descidas para exercitar as pernas.
Desta vez levei uma mochila pequenina com uma garrafa de água [e o telemóvel], usei uma t-hirt branca micro-perfurada, meti carradas de protetor solar, mas ainda não usei o capacete.
Uma tremenda falta de caco porque a Lagoa de Albufeira no domingo parece um vespeiro de gente e a certa altura tive de me afastar das estradas principais não fosse um maluquinho qualquer abalroar-me e acabava-se logo ali a nova-aventura numa valeta cheia de caruma, beatas fumegantes, e pinhas bicudas.
Desta decisão impuseram-se outros caminhos. A Lagoa tem muito trilho de BTT e foi exatamente o que fui experimentar para fugir à fúria dos automobilistas.
Resultado: fiquei com as mãos num estado para lá de lastimoso. O punhos são demasiado rugosos e rijos e o trilho obrigou-me a levantar o rabo do selim e a fazer mais força de braços que o normal. Hoje a coisa está melhor mas ontem não consegui pegar na gata pelo rabo.
Umas luvas, calhando comprar umas luvas não seja assim tão má ideia.
Lá em cima falava-vos do meu pior inimigo a seguir ao IVA da restauração. O selim.
O meu selim intentou numa espécie de cruzada para me tramar o befe.
E tramou.
Experimentei outros calções mais largos e ainda fiz pior. A meio do caminho ponderei abandonar a bicicleta na beira da Lagoa e seguir o resto a pé, mas o que fiz foi molhar o rabo na água salgada, e chlap chlap chalp, lá continuei pela beirinha, mais fresquinha e mais devagar.
Preciso u-r-g-e-n-t-e-m-e-n-t-e de uns calções próprios.
Preciso de um capacete que não me faça transpirar, preciso de uma coisa que me agarre as mamas às costas como se fosse um homem, e preciso de umas luvas que me deixem as mãos capazes de continuar a escrever um blog.
E também preciso de umas meias ultra fortes para não acusarem (injustamente) o V. de violência doméstica.
Quem ajuda aqui a pobre Uva?
Dão-se alvíssaras.
Agradecida.
No domingo devo ter feito uns 7 ou 8 km.
A forma física vai melhorando a cada passeio. Sinto mais força nas pernas, ando mais tempo sem descansar, faço o trajecto em menos tempo e tenho aproveitado as descidas para exercitar as pernas.
Desta vez levei uma mochila pequenina com uma garrafa de água [e o telemóvel], usei uma t-hirt branca micro-perfurada, meti carradas de protetor solar, mas ainda não usei o capacete.
Uma tremenda falta de caco porque a Lagoa de Albufeira no domingo parece um vespeiro de gente e a certa altura tive de me afastar das estradas principais não fosse um maluquinho qualquer abalroar-me e acabava-se logo ali a nova-aventura numa valeta cheia de caruma, beatas fumegantes, e pinhas bicudas.
Desta decisão impuseram-se outros caminhos. A Lagoa tem muito trilho de BTT e foi exatamente o que fui experimentar para fugir à fúria dos automobilistas.
Resultado: fiquei com as mãos num estado para lá de lastimoso. O punhos são demasiado rugosos e rijos e o trilho obrigou-me a levantar o rabo do selim e a fazer mais força de braços que o normal. Hoje a coisa está melhor mas ontem não consegui pegar na gata pelo rabo.
Umas luvas, calhando comprar umas luvas não seja assim tão má ideia.
Lá em cima falava-vos do meu pior inimigo a seguir ao IVA da restauração. O selim.
O meu selim intentou numa espécie de cruzada para me tramar o befe.
E tramou.
Experimentei outros calções mais largos e ainda fiz pior. A meio do caminho ponderei abandonar a bicicleta na beira da Lagoa e seguir o resto a pé, mas o que fiz foi molhar o rabo na água salgada, e chlap chlap chalp, lá continuei pela beirinha, mais fresquinha e mais devagar.
Preciso u-r-g-e-n-t-e-m-e-n-t-e de uns calções próprios.
Preciso de um capacete que não me faça transpirar, preciso de uma coisa que me agarre as mamas às costas como se fosse um homem, e preciso de umas luvas que me deixem as mãos capazes de continuar a escrever um blog.
E também preciso de umas meias ultra fortes para não acusarem (injustamente) o V. de violência doméstica.
Quem ajuda aqui a pobre Uva?
Dão-se alvíssaras.
Agradecida.
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