9 de novembro de 2015

Sobre o texto da Clara Ferreira Alves

 Imagem/Escultura: Adam Martinakis

Ainda estou toda a tremer.
Do choque!
Suspeito que toda a gente já o leu, mas deixo-o aqui para o revisitar a modos que... só naquela de me auto-beliscar.

Isto aconteceu?

6 de novembro de 2015

Tudo lhe fede, nada lhe cheira

“Mas vocês são só cretinos por desporto, ou realmente não têm qualquer espécie de vida digna de cronologia e ocupam-se apenas da vida não-burocrática, não-vidinha-fadinho, dos demais? Eu considero a Nonô – a minha cachorrinha – e as minhas meninas gatas e o bebé Benny meus filhos. Vocês vivem em minha casa, cretinos? Vocês têm a fortuna de fazer parte da minha família? Não. Resumam-se à vossa exiguidade"

Cara Marta Rebelo,

Não é meu apanágio resumir-me a exiguidades, e não faço da minha cronologia virtual o apanágio da minha vida real.
Além disso a dignidade do ser humano não se mostra por aí, nas redes sociais, como está bom de ver.
Se o Jornal-i lhe permite chamar de cretinos, de escassos e poucochinhos aos leitores que naturalmente são livres de ter uma opinião sobre aquilo que a Marta publica on-line, sobre aquilo que decide partilhar sobre a sua pessoa, e sobre o que sente sobre as situações que na sua vida acontecem, lamento dizer-lhe Marta, mas também eu, que naturalmente sou livre de ter uma opinião sobre aquilo que partilha, lhe posso devolver o elogio.
Cretino é este Carnaval.
Não pense que lhe chamo cretina (que nome feio) a si pessoalmente, só porque acho cretino que goste desmesuradamente e arrebatadamente do seu animal doméstico, ou que o eleve acima de um qualquer namorado que teve a má sorte de escolher, não, não é isso que eu acho cretino Marta, pois sou capaz de perceber perfeitamente que goste mais dos seus animais do que de certas pessoas. O que acho realmente cretino é a forma infantil e desprotegida com que expõe, mais uma vez, a sua vida pessoal, os seus maus fígados, esperando granjear a condescendência dos outros, mostrando numa qualquer página jornaleira uma gigantesca fraqueza quando o feedback não lhe cheira.
A Marta é uma mulher inteligente, é uma mulher das letras, pertencente a uma sociedade supostamente mais evoluída, já foi deputada, já foi até capa de revista, endeusada, e mesmo assim sujeita-se a uma situação absolutamente inenarrável do ponto de vista social.
A situação inenarrável não é o seu post com as suas idiossincrasias e extravagancias, porque desses também tenho aqui de sobra, mas é a forma como se apresenta na defesa da sua própria extravagancia.
Considero que deveria agarrar nas poucas forças que lhe restam, depois deste infeliz episódio, apanhar os cacos da sua própria atitude, e fazer uma instrospeção séria. Seria talvez mais ajuizado recolher-se, fortalecer-se, ao invés de usar o Jornal-i para nos atacar a todos, ou pelo menos, pareceu-me, os que a consideraram um tanto ou quanto excêntrica porque escreveu uma carta a um gato, e ainda a publicou no seu blog.
Ao contrário do que pensa, talvez engolida por um ego demasiado inchado, ninguém estava preocupado com o seu ex-namorado, nem consigo, nem com o seu gato, a Marta é que empreendeu em mostrar-se de uma forma esdrúxula, e desculpe dizer-lhe, totalmente desconcertante.
Eu bem sei que nos tem a todos, os maus, como uma espécie de bezerros cuja 'mioleira' fede de poucos escrúpulos, que acha que todos lhe queremos mal e que todos detestamos animais, mas oiça Marta, não é nada disso.
Lembrar-se-á daquilo que escreveu sobre a Joana Amaral Dias certo? Ela despir-se grávida em vésperas de eleições foi para si, como você mesma lhe chamou, um crime de lesa-majestade. Foi a gota de água para a sua dignidade, despoletando um sem número de acusações muito feias, que também publicou.
Considera a Joana Amaral Dias infame? Que quer que pensem de si quando considera um animal superior a um ser humano? Não acha normal que haja quem considere isso ainda mais infame? O animal acima do Homem? O animal superior ao namorado? O gato superior a um filho?
Será essa mesma miséria umbiguista, termo através do qual acusou a Joana Amaral Dias de prostituta partidária, a mesma que a levou a escrever o seu post? Não será umbiguismo seu sobrepor o seu animal doméstico ao ser humano-namorado?
E nesta altura em que escreveu estas coisas sobre a Joana Amaral Dias não estava deprimida? E a Joana? Acha que ela no estado frágil da gravidez (todos sabem como as mulheres ficam nessas alturas, não é?), lhe merecia tamanho ataque virtual, assim, à queima roupa, tudo espalhado pela internet? Aliás, como lhe fazem agora?
O que esperava? Uma devolução pacífica do Universo do que dá ao Universo?
A doença do Ego Marta, que na verdade é a única que tem, costuma curar-se quando fazemos realmente alguma coisa de louvor, alguma coisa mesmo bem feita. Não é partir a loiça, cacos por todo o lado, vitimização, para darem por si, agora que se apagou socialmente.
Por outro lado, e usando as suas próprias palavras Marta, se venho a terreiro opinar é por entender que existe voz, acção e mudança, e por entender que tenho exatamente o mesmo direito que vocência para me insurgir contra aquilo que considero o mais deplorável ataque aos leitores do i (e até aos seus leitores que não partilham dessa sua excentricidade de chamar filho a um gato), que considero uma baixeza, uma autêntica possidonisse, que, e como já lhe disse ali em cima, não calo por não ser meu apanágio resumir-me a exiguidades.

If you can't stand the heat get out of the kitchen.

Profissão: Dux


Estava totalmente convencida que estes tipos, os Dux, eram assim uma espécie de exemplos a seguir na comunidade escolar. E se calhar até são, que isto para andar 24 anos na Universidade é capaz de custar umas massas. É que transparece que ser Dux é realmente um excelente modo de vida, uma profissão de futuro. Pelo menos guita não lhes falta.

Realmente este país está um autentico pardieiro onde tudo é feito à trouxe-mouxe. Tanta gente a querer estudar e estes brócolos a vegetar nas vagas...

5 de novembro de 2015

A DIETA DO QUERER

Ana, 2015

Apresento-vos a Ana.
A história da Ana entrelaça-se nos meus e nos vossos dedos, e serve-nos a todos como uma luva.
Em cada um de nós existe uma Ana, uma força, um querer.
A Ana chegou aos 33 anos com 96 kg.
A lição essencial que devemos retirar dos bons exemplos dos outros é que tudo se consegue se tivermos a capacidade, nem sempre fácil ou facilitada, de prever (o que aí vem e preparar a frente de batalha), de planear (o caminho a seguir se nos atacarem o flanco mais produtivo) e o de persistir (na guerra e na luta, mesmo que as batalhas estejam todas perdidas).
Os verbos que aqui enumero não passam de meras palavras no léxico comum, mas são exatamente estes que na minha opinião separam os vencedores dos vencidos.
Na nossa vida interior, a que se passa dentro das nossas cabeças, amiúde vogam pensamentos moralistas em relação aos outros.  É fácil transmitir a quem padece de excesso de peso a lição de como comer menos, que hábitos deve adotar.
Nenhuma teoria vai a lado algum sem a prática, isto é, sem o exemplo prático espelhado na vida de alguém.
O que ganha um gordo com a teoria da alimentação? Não saberá ele, até melhor que todos, os hábitos que deve adotar, os alimentos que não deve comer?
Aquilo que considero importante, muito mais do que as palavras e o saber de quem é magro, é acima de tudo provocar o pensamento no outro, desencadear uma sucessão de pensamentos capaz de ajudar o outro a modificar o curso daqueles acontecimentos diários, os tais que levam ao aumento de peso. O exemplo prático, o show don´t tell, o mostrar ao outro como se faz, como é bom viver sem a guerra constante contra os alimentos, a inércia, o sedentarismo, e levar a que o outro se decida pelo caminho a seguir, e mais produtivo de que muitas horas de conselhos e ombros amigos. Que de resto a Ana não teve.
É na verdade uma dura batalha, porque vede: é muito difícil arrastar alguém que tem um peso imenso, também de culpa e falhanço, para o caminho certo Mas há quem a vença em todas as frentes.
O pai da Ana não venceu a batalha contra o cancro, algo que não estava ao seu alcance, mas a Ana venceu algumas pequenas-grandes batalhas e a verdade é que em 9 meses emagreceu 34kgs.

A pergunta que nos surge de imediato na cabeça é: como é que a Ana conseguiu perder 34kg em 9 meses? Como é que a Ana deixou para trás 10 números? Como é que a Ana passou de um 46 para um 36 e de um XXL para um S?  A Ana tinha tudo do lado dela para continuar a engordar. Depois de perder o pai, perdeu a avó, e um tal nível de abandono, uma tal ruptura nos laços filiais, escavaria ainda mais o fosso entre a obesidade e o resto do mundo.


PROVOCAR O PENSAMENTO NO OUTRO
A Ana teve a sorte de se encontrar com alguém que lhe deu a conhecer o outro lado da vida.
Alguém que era obeso e que de repente estava magro. Alguém que é magro provoca pensamentos em alguém que é gordo. O preconceito do magros em relação os gordos existe também no inverso. É preciso enaltecer esses pensamentos, a inveja positiva, uma zanga fenomenal, tocar e espremer a ferida, dizer na cara: olha como eu estou, olha como eu sou, não queres ser como eu? eu fiz isto desta forma, queres fazer também?
Além deste despertar pelo outro, a Ana teve a sua história intimamente ligada ao seu filho Pedro, à época um praticante desistente de BTT. Foi com a bicicleta do filho que a Ana começou a pedalar, e foi também por isso que o Pedro deixou de ser um desistente para passar a ser novamente praticante da modalidade.


PREVER
A Ana pediu ajuda prevendo que a partir dos seus 96kg o mais provável era desistir, e conseguiu uma operação de redução do estômago (Sleeve Gástrico) num hospital público. No entanto, foi também capaz de prever que o denominador comum para casos semelhantes é o regresso paulatino aos disparates alimentares, à entrega, ao abandono. O mesmo se passa com quem faz desporto e vai comer. Na maioria das vezes o inicio da prática desportiva (onde a taxa de desistência é toda na fase inicial) coincide com um aumento de peso. A estranheza deste facto é facilmente dissipada se pensarmos que na nossa cabeça se formam pensamentos erróneos sobre a consequência imediata da atividade física (o emagrecimento) levando-nos a comer mais e com menos culpa 'porque acabámos de perder calorias com o exercício'.
É tão comum ganhar peso no início da atividade física como o é para quem acaba de fazer uma dieta.
Mas há um segredo.
 
PLANEAR
Quem perde 34kg em 9 meses é alguém com uma força hercúlea. Mesmo com a ajuda da cirurgia. Onde estava escondida esta Ana? Onde estamos todos nós escondidos quando se trata de mudar a sério?
Sim, claro, o corpo esmorece perante a falta de gordura e a lei da gravidade é inclemente especialmente para as mulheres. A Ana não planeou ficar gorda, mas planeou emagrecer definitivamente.
O plano seguinte é outro. É preciso ser forte e ainda persistente para reparar os danos da obesidade que ficaram gravados na pele, na barriga, na memória.
Mas a Ana terá o seu momento. 
O plano é tanto mais difícil quanto mais os maus comportamentos estão enraizados no quotidiano.
O futuro é imenso. É preciso encontrar a fórmula certa para não regredir. Esta é a fase mais difícil. É aqui que se jogam todos os trunfos. É aqui que se recupera a auto-estima e o amor próprio.



PERSISTIR
A Ana sabe, todos sabemos, o que fazer para nos manter-mos saudáveis, e magros.
A Ana pegou numa bicicleta de BTT e desatou a pedalar. Nunca esteve sozinha. Intentou em inscrever-se nos inúmeros eventos que todos os domingos acontecem um pouco por todo o país, durante o ano inteiro. Ora está em Setúbal, ora está em Coruche, ora pedala em Sintra ora pedala onde pedalamos todos. Na esteira de uma vida saudável, sempre acompanhada de outros pseudo-atletas que persistem num modo de vida diferente.
A Ana pedala, outros correm, outros nadam, outros dançam, mas nenhum quer voltar a ser gordo, inerte, e infeliz.


A minha história cruza-se com a da Ana num trilho de BTT.
Em comum temos a bicicleta, e outras tantas dietas.
A Ana fez a dieta dos alimentos, eu faço a dieta do meu sedentarismo, e ambas fazemos uma vida completamente diferente daquela que julgámos ser definitiva há uns meses atrás.
Nada é definitivo, nem a dor da perda. O que temos todos de definitivo é a absoluta certeza que nascemos para nos superar a cada dia.
A vida da Ana começa agora.
O trilho é em downhill. A prova é de grande perícia e muita técnica. Já não dá para parar. Toda a gente a aplaude à sua passagem.

És a maior Ana!
Bora pedalar?


Nota da Uva: 
Obrigada Ana por me deixares partilhar com os meus amigos esta história fabulosa que é a tua. És um exemplo para todos. Não pares nunca de ser feliz.

Palavra de ordem? BALMAIN

Who's gonna ride this wild horses?

Na Balmain para H&M, há malta a gastar 10 000,00€ num minuto, sem culpa nem agravo, como quem compra um carrito em segunda mão para ir para o estágio.
Bonito serviço, sim senhora.
Estará tudo a contar com o fim da sobretaxa já para janeiro de 2016, ou as pessoas estão mesmo assim, doidas da cachimónia?















3 de novembro de 2015

As coisas que a Uva descobre Inusitadamente

Ora bolas!
Só o descobri na sexta feira passada quando andava com as antenas no ar à procura de um livro para oferecer a uma amiguinha da ML.
E digo ora bolas porque hoje é terça feira e a miúda leu as últimas páginas ontem à noite, ou seja, devorou o livro em 4 dias.
Não calhou, mas com a 1ª edição de 2009 já o devia ter visto antes e assim escusava de lhe ter comprado o último volume (10º) quando há mais 9 para ler, ainda por cima esgotados na Buchholz.
Segundo a Wook esta coleção infantojuvenil é a mais vendida em Portugal, e a faixa etária é para miúdos a partir dos 9 anos.
Assim que abri o livro gostei logo dos textos iniciais e do formato com imagens. Às vezes não é fácil escolher os livros certos para dar aos filhos depois daquela fase dos livros fininhos, muito infantis, cheios de mentirinhas 'inocentes'.
A ML cresceu de repente e queria comprar-lhe uma coisa mais 'adulta', mas sem ser maçadora, para não dar aso a abandonos precoces.
Mas estou muito contente, acho que fiz um bom trabalho e o meu esforço foi compensado. Todas as histórias que lhe contei em pequena aguçaram-lhe o interesse para a leitura e pelo que vejo será uma leitora mais voraz do eu, que comecei tardiamente nos livros a sério.
Para quem não conhece o livro, o autor tem um blog que é este e que vale a pena visitar.

Entretanto, em letras miudinhas, conto-vos que já lhe comprei a triologia da Neblina do Carlos Ruiz Zafón (“As Luzes de Setembro”, “O Palácio da Meia Noite” e “Marina”) mas talvez seja melhor deixá-la crescer... quê? mais dois anos?

Da passagem do tempo e outros calendários

Não gosto que tratem os velhotes como se fossem crianças.
Detesto. É uma coisa que me causa a mais profunda náusea.
Ao longo da minha vida profissional tive inúmeras oportunidades de ver como são tratados os velhotes e de como é apanágio dos cuidadores, sejam familiares ou profissionais, elevarem, ou neste caso, rebaixarem, um ancião à sua condição primária, imberbe, de criança.
O velho, assim o trato porque não sou hipócrita e nem cínica, é um ser humano repleto de experiências e sabedoria, mesmo aquele que por qualquer desígnio forreta ficou sem a memória desses tantos de dias que constituem a sua longa vida. É pérfido e injusto obrigar o irmão mais velho a tomar conta dos mais pequenos, dando-lhe responsabilidades de adulto que não é, pesando-lhe nas costas uma experiência que é obrigado a inventar, envelhecendo-o. Mais ridículo será tratar um ser humano que carrega nas costas todos os anos da sua vida e fazer-lhe aviõezinhos para o fazer engolir a sopa.
Muitos dos profissionais que trabalham com velhotes adotam uma postura paternalista e de falsa condescendência que me incomoda, porque tomam a ingenuidade de quem se sente desprotegido pela idade, a carência de quem não se pode bastar sozinho, com a necessidade infantil que vimos nos filhos pequenos.
É falso e feio. É desrespeitoso e ridículo, e por isso é que de vez em quando vemos situações que nos parecem surreais, como esta, em que senhoras muito idosas se prestam 'de livre vontade' a certas 'atividades' que apesar de estarem fora da sua realidade pessoal, da sua conduta, fazem parte do Plano de Ação da instituição para aquele ano, mas que, tenho a certeza, muitas delas nem em novas as faziam.
Mas está tudo muito bem descrito nas diversas e modernas 'práticas interventivas para a 3ª idade'. O velhinho é agora uma criança que precisa muito de brincar.
Vamos então brincar aos calendários, porque 'a sensualidade não tem idade'.
E venham a nós as criancinhas.

2 de novembro de 2015

Upgrade

Os mirones que se colocam nos paredões junto ao mar para ver as ondas gigantes, são os novos desmiolados que antigamente se colocavam nas curvas para ver passar o Rally, não são?


Calhou-me o 69! Nada mau para uma virgem em provas.


Calhou-me o dorsal 69.
Não sei que raio de surpresas me reservou o Universo, mas a verdade é que o número 69 é simbolicamente (e sexualmente) 'dar a volta'.
O BTT deu uma grande volta na minha vida, e não pensem que agora ando completamente maluca a fazer exercício físico porque me chegou a crise dos 40, ou porque tenho alguma pretensão de me colocar em cima de um pódio.
Isso é tudo secundário e desinteressante.
É verdade que quanto mais tarde me agarrar ao andarilho melhor, e que quanto mais cedo me rodear de gente simpática, que se levanta da cama com o propósito de se divertir, que está, apesar das agruras da vida, dos problemas e dos desafios que todos temos de enfrentar, obstinada em aproveitar a vida de forma saudável, determinada em esquecer durante três pares de horas uma vida sedentária e rotineira, então sim, vou lá estar, e vou lá estar porque quanto mais cedo me agarrar às coisas positivas mais tempo poderei usufruir delas.
Acreditem que ter pessoas de todos os géneros, idades (ontem corri com um senhor de 80 anos que chegou primeiro do que eu), de todas as nacionalidades, que partilham à mesma hora, no mesmo local, o mesmo estado de espírito que tu, é das melhores coisas que podemos ter na vida.
É como se sentasses toda a tua família querida à roda da mesa de Natal e fosse a altura de distribuir os presentes.
E eu ontem recebi um grande presente.
Além de ter o V. sempre comigo, o meu melhor amigo (e o que nos temos divertido os dois com isto, senhores!!), tive o privilégio de conhecer uma miúda que insistiu em fazer a prova mais dura da minha vida, com um vento furioso e uma chuva inclemente e grossa a cair durante 3 horas (devem ter visto as notícias - caiu-nos toda em cima), ao meu lado, sem nunca me abandonar, sempre a puxar por mim, quando podia ter chegado entre as primeiras, ensinando-me as mudanças, a respiração, como se desce a 50km/hora a montanha asfaltada, como se sobe a montanha com o pensamento na próxima descida, e como é que sem nada em troca, só pelo companheirismo e uma qualquer magia que desconheço e não encontro na maioria das pessoas, me permitiu chegar à meta, sem desmontar uma única vez!
Sim, cheguei toda ensopada em água, cheia de frio, sem sentir as mãos, quase quase a desistir na última subida do Alegro, mas já nada pode apagar o que conquistei e tudo o que esta modalidade me tem dado.
Obrigada miúda, foste very very especial!
Obrigada a todos os que me acompanharam.
Para a semana há mais!
 
(Tenho o rabo feito num 8, o que parecendo que não também é daqueles números que dão a volta... até ao infinito.)